quinta-feira, 6 de junho de 2019


Emprestados do Benfica - Balanço final

Blogs Benfica Raúl Jiménez deu cartas na Premier League
Raúl Jiménez impôs-se na difícil Premier League
O Benfica terminou a temporada com 21 jogadores emprestados. Há dois anos eram 41 os jogadores emprestados e na última época eram 31. Este é o caminho a seguir e espera-se que na próxima temporada volte a haver uma redução significativa no lote dos jogadores emprestados.
Os atletas emprestados representaram equipas dos seguintes campeonatos: Liga NOS (5), Ledmam LigaPro (2), Espanha (2), Inglaterra (1 PL+1 PS), Grécia (2), Alemanha (1), Arábia Saudita (1), Argentina (1), Estados Unidos (1), Holanda (1), Itália (1), México (1) e Uruguai (1).
De uma forma geral podemos dividir os
atletas nos seguintes grupos:
  • Jogadores da formação: André Ferreira, Bruno Varela, Alfa Semedo, Diogo Gonçalves, Guga Rodrigues, Pedro Amaral, Pedro Pereira e Pedro Rodrigues.
  • Apostas de baixo investimento: Alan Júnior, Dálcio, Heriberto Tavares, Keaton Parks e Martin Chrien.
  • Apostas de investimento médio/alto: André Carrillo, AnderCristian Arango, Cristian Lema, Facundo Ferreyra, Lisandro Lopes, Luka Jovic, Óscar Benitez e Raúl Jiménez.
Na altura agrupei os jogadores da seguinte forma em termos de perspetivas futuras:
  • Potencial para a equipa principal: Alfa Semedo, André Carrillo, Diogo Gonçalves, Heriberto Tavares, Luka Jovic e Raúl Jiménez.
  • Possibilidade de dar algum retorno financeiro: Bruno Varela, Cristian Lema, Facundo Ferreyra, Lisandro Lopes e Pedro Pereira.
  • Jogadores para o eterno carrossel: Alan Júnior, Dálcio, Cristian Arango e Óscar Benitez.
  • Quero ver melhor: André Ferreira, Guga Rodrigues, Keaton Parks, Martin Chrien, Pedro Amaral e Pedro Rodrigues.
Blog Benfica Luca Jovic brilhou na Alemanha
Transferência de Luka Jovic deixa sabor agridoce
O desempenho desportivo de excelência possibilitou a transferência por valores muito elevados de Luka Jovic e Raúl Jiménez. Se o primeiro já era mais ou menos previsível, no caso do segundo foi de tal forma uma agradável surpresa que apesar dos milhões recebidos acabou por deixar um certo amargo de boca. Já na primeira metade da temporada Talisca havia sido transferido por uma verba bem considerável após o empréstimo para a China. Também André Carrillo poderá ser alvo de uma transferência por valores bem consideráveis.
Numa segunda linha de empréstimos que poderão ser bem-sucedidos dado o bom desempenho que os jogadores têm apresentado estão Christian Lema e Lisandro López, que poderão pelo menos permitir a recuperação de grande parte do investimento que foi feito neles. A fazer fé nas notícias Bruno Varela também pode proporcionar um interessante encaixe financeiro, neste caso não pelo desempenho, mas porque parece ter sido um jogador que se integrou bem no clube que o acolheu. Pedro Pereira tem números razoáveis em Itália e também pode dar algum retorno.
Heriberto Tavares fez uma grande época no Moreirense e terá conquistado pelo menos o direito a fazer a pré-temporada com Bruno Lage. As eventuais alterações na baliza poderão fazer com que André Ferreira entre na luta pela vaga de terceiro guarda-redes, apesar da época modesta no Desportivo das Aves.
Os empréstimos de Alfa Semedo e Facundo Ferreyra ao Espanhol, assim como Keaton Parks ao New York City, foram apostas completamente falhadas ficando a dúvida sobre a sua integração no plantel da próxima temporada. Os números de Diogo Gonçalves em Inglaterra também não entusiasmam e deixam o seu futuro em dúvida. Pedro Amaral e Guga Rodrigues apresentam números interessantes para os poucos meses que passaram na Grécia e devem ser alvo de novo empréstimo. O mesmo deverá acontecer com Pedro Rodrigues e Martim Chrien que fizeram uma época razoável no Guimarães e Santa Clara, respetivamente.
Alan Junior, Óscar Benitez, Christian Arango e Dálcio deverão continuar de empréstimo em empréstimo até à desvinculação definitiva do clube.
Blogs Benfica Heriberto Tavares continua a fazer golos
Heriberto Tavares deverá ter a sua oportunidade

Os números finais:

Guarda redes (2):
André Ferreira: Desportivo das Aves (Portugal) - 12 jogos - 1067 minutos - 12 golos sofridos
Bruno Varela: Ajax (Holanda) - jogos - minutos
Defesas (4):
Cristian Lema: Penarol (Uruguai) - 20 jogos - 1797 minutos - golo
Lisandro López: Boca Juniores (Argentina) - 20 jogos - 1800 minutos - golos
Pedro Amaral: Panetolikos (Grécia) - 16 jogos - 1073 minutos
Pedro Pereira: Génova (Itália) - 27 jogos - 1435 minutos
Médios (6):
Alfa Semedo: Espanhol (Espanha) - jogos - 42 minutos
Dálcio: Belenenses (Portugal) - 33 jogos - 1960 minutos
Guga Rodrigues: Panetolikos (Grécia) - 14 jogos - 673 minutos
Keaton Parks: New York City FC  (Estados Unidos) - jogos - 28 minutos
Martin Chrien: Santa Clara (Portugal) - 19 jogos - 1245 minutos - golos
Pedro Rodrigues: Vitória de Guimarães (Portugal) - 20 jogos - 924 minutos
Avançados (9):
Alan Junior: Farense (Portugal) - 17 jogos - 711 minutos - golos
André Carrillo: Al Hilal (Arábia Saudita) - 26 jogos - 2149 minutos - golos
Cristian Arango: Tondela (Portugal) - 21 jogos - 1031 minutos - golos
Diogo Gonçalves: Nottingham Forest (Inglaterra) - 10 jogos - 446 minutos
Facundo Ferreyra: Espanhol (Espanha) - jogos - 204 minutos - golos
Heriberto Tavares: Moreirense (Portugal) - 36 jogos - 2481 minutos - golos
Luka Jovic: Eintracht Frankfurt (Alemanha) - 48 jogos - 3305 minutos - 27 golos
Óscar Benitez: Atlético San Luis (México) - 19 jogos - 951 minutos
Raul Jiménez: Wolverhampton (Inglaterra) - 44 jogos - 4007 minutos - 20 golos

Abraço

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018


Benfica 2 - 0 Paços Ferreira - Passo seguro

Benfica João Félix e Seferovic
Seferovic e João Félix marcaram os golos do Benfica
O Paços de Ferreira da Ledman LigaPro marcou presença no Estádio da Luz para cumprir a segunda jornada da Allianz Cup 2018/2019. O adversário treinado pelo mítico Vítor Oliveira tem as atenções centradas na subida à Liga NOS, mas nem por isso deixa de tentar fazer a sua gracinha nesta competição. Para o Benfica o jogo representa mais uma oportunidade de continuar a recuperar a confiança perdida e dar minutos a alguns dos jogadores menos utilizados.
Rui Vitória procedeu a várias alterações na equipa, começando com Svilar na baliza e Yuri Ribeiro na lateral esquerda. Alfa Semedo voltou a substituir Fejsa como médio mais defensivo e Krovinovic teve mais uma oportunidade a titular. De regresso à titularidade esteve também João Félix com Zivkovic na ala contrária. Seferovic foi o homem mais adiantado.

Benfica vs Paços de Ferreira - Taça da Liga Allianz Cup
Suplentes: Varela, Gabriel (77'), Pizzi, Cervi (81'), Rafa, Jonas e Castillo (59').

Só aqueceu com o golaço de João Félix

A maior complicação destes jogos é sempre a dificuldade em motivar devidamente os jogadores para os jogarem. O momento atual do Benfica que procura vitórias convincentes para aumentar os índices de confiança devia ser motivo suficiente para ultrapassar essa eventual falta de motivação. Seja por esse motivo, seja por falta de ritmo ou entrosamento dos jogadores utilizados a primeira parte do jogo foi sempre jogada a ritmo lento e trapalhão.
Benfica adeptos
Estádio da Luz muito despido
Alfa Semedo era dos poucos a acelerar o jogo mas acumulava passes falhados. Gedson esteve sempre muito escondido do jogo e Krovinovic procura tanto regressar aos bons momentos que acaba por se atrapalhar com as situações complicadas em que se mete. João Félix e Zivkovic também não se apresentaram propriamente inspirados. Seferovic voltou a encarar o jogo da mesma forma que joga os desafios de maior nomeada.
A história da primeira parte é a história dos golos. No primeiro golo Alfa Semedo tem uma boa incursão pelo lado direito e cruza tenso para a conclusão de Seferovic com um toque de primeira. O segundo tem nota artística no passe de João Félix para Zivkovic que cruza para a área e na recarga o mesmo João Félix conclui com um remate seco e colocado. Resultado justo perante um Paços de Ferreira que se apresentou na Luz bem organizado.

Mais criatividade, menos eficácia

O Benfica fez uma segunda parte globalmente mais agradável com alguns jogadores a subirem uns furos em relação aos primeiros 45 minutos. João Félix, Alfa Semedo, Zivkovic e Krovinovic apareceram mais soltos e criativos e deram outro brilho ao jogo do Benfica. O Paços também procurou esticar mais o jogo e abriu espaços que não existiram durante a primeira parte.
Benfica Seferovic ao ferro
Os ferros da baliza ainda devem estar a abanar
Logo a abrir Seferovic tem um remate fortíssimo de pé direito que embate com estrondo nos ferros da baliza. Mais tarde foi o recém-entrado Castillo a rematar com perigo mas não acertou na baliza. Alfa Semedo tem um excelente gesto técnico que o coloca na cara do guarda-redes mas permitiu-lhe a defesa. Na sequência foi Krovinovic a trocar as voltas ao defesa pacense e rematar ligeiramente ao lado da baliza.
A partir do meio da segunda metade o jogo caiu de intensidade e arrastou-se até ao apito final do árbitro sem que o resultado se alterasse. Esta vitória coloca o Benfica na liderança do grupo, mas apenas na deslocação à Vila das Aves se saberá quem segue para a final a quatro. Segue-se a deslocação a Setúbal para a Liga NOS que será mais uma final a disputar pela equipa.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Seferovic ao ferro: Existem remates que só para ouvir o som prefiro que batam no ferro do que entrem na baliza. Foi o caso do míssil de Seferovic, já que o resultado estava feito, claro. 
Prémio Pablo Aimar
Krovinovic: O jogo completo por parte de Krovinovic é uma das coisas positivas da noite. Apesar de longe da boa forma é com minutos nas pernas em competição que pode voltar a ser quem era.
Prémio Bruno Cortez
Assistência: É triste ver o Estádio da Luz tão despido. Era uma quarta-feira, era a Taça da Liga, era o Paços Ferreira, o momento não é o melhor. Tudo razões válidas mas que não justificam uma casa tão fraca.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Começa a ficar claro algumas das saídas de janeiro. Samaris, Ferreyra, Corchia e Lema, por motivos muito variados, devem ter a guia de marcha mais do que assinada.
  • Vejo muita gente a pedir a integração de jogadores da equipa B nestes jogos da Taça da Liga. Como é que se explicaria a um jogador do plantel principal com poucos minutos que teria de ficar de fora para jogar alguém da B?
  • Ter a oportunidade de ver João Félix, Zivkovic ou Krovinovic ao vivo e não a aproveitar, vai lá vai...

Abraço

terça-feira, 2 de outubro de 2018


AEK 2 - 3 Benfica - De Alfa para a vitória

Benfica Alfa Semedo
Alfa Semedo deu o grito de revolta
O Benfica deslocou-se a Atenas, Grécia, para disputar a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 2018/19. Após perder o jogo inaugural frente ao Bayern de Munique, uma nova derrota significava um distanciamento para os da frente que colocaria um risco o apuramento para a fase seguinte da prova. Importava, portanto, uma vitória para relançar a equipa rumo à classificação e afastar de vez os fantasmas da fase de grupos da temporada transata.
Rui Vitória não fugiu muito do onze que tem sido habitual. Conti estreou-se a titular substituindo o lesionado Jardel; Gedson voltou a fazer parceria com Pizzi no meio campo; Salvio regressou à ala direita e Rafa manteve a titularidade fruto do bom desempenho que tem vindo a apresentar. Apesar da recuperação física de todos os avançados, Seferovic continuou a merecer a confiança do treinador.

AEK vs Benfica - Liga dos Campeões
Suplentes: Svilar, Lema (45'), Alfa Semedo (62'), Zivkovic, Cervi (84'), Jonas e Castillo.

Entrar a ganhar e sair em inferioridade

Entrada forte do Benfica na partida impondo respeito ao seu adversário que lhe permitiu criar oportunidades de finalização logo nos primeiros minutos. Primeiro foi Conti a cabecear na sequência de um canto, mas a bola saiu à figura do guarda-redes. Depois surge o golo com Seferovic a concretizar na recarga a um primeiro remate de Gedson. O Benfica não levantou o pé e Fejsa vê o guarda-redes defender com dificuldade o seu cabeceamento. O domínio voltou a dar frutos com Grimaldo a concluir de cabeça um cruzamento de Pizzi que atravessou toda a área.
O jogo entra então numa toada mais equilibrada com os gregos a aumentarem os índices de agressividade. Desde o início jogaram com a equipa subida mas pouco pressionante, permitindo ao Benfica a troca de bola tranquila entre os defesas e o guarda-redes. Aumentaram a pressão e rapidamente começaram a criar dificuldades à primeira fase de construção do Benfica. O número de perdas de bola e passes falhados aumentou exponencialmente e Odysseas passou a ser protagonista evitando por duas vezes o golo ao AEK.
Benfica Seferovic
Além do golo Seferovic fez um trabalho fantástico
Os três minutos do período de descontos pareceram uma eternidade tal o número de erros cometidos pela equipa do Benfica. Nesses momentos houve tempo para Odysseas fazer uma defesa do outro mundo e para Rúben Dias acabar expulso por acumulação de amarelos ao abordar de forma imprudente um lance inofensivo para a baliza benfiquista.

Sofrer, mas acabar com o dever cumprido

A expulsão de Rúben Dias levou à entrada de Lema para o eixo de defesa saindo Salvio a passando Pizzi para a direita. Em inferioridade numérica e frente a uma equipa que ia dar tudo perante os seus adeptos, não era nada tranquilizador ter uma dupla de centrais estrear-se na competição. E foi difícil o reinício da partida para o Benfica. Incapaz de ter bola foi vendo os gregos a aproximarem-se cada vez mais da baliza de Odysseas. O espaço entre Conti e André Almeida foi sempre uma avenida à disposição do AEK. Assim apareceu o primeiro dos gregos.
Os jogadores do AEK passaram a acreditar ainda mais e logo de seguida é Odysseas a sair aos pés do avançado grego e evitar o segundo. Não foi por muito tempo já que logo a seguir o AEK chega ao empate num cruzamento largo ao segundo poste que é devolvido para o outro poste sem que qualquer jogador do Benfica intercepte a bola, permitindo ao avançado grego bisar na partida. Estranhamente o AEK levantou ligeiramente o pé e passou a jogar de forma mais paciente na procura do terceiro. Bom para o Benfica que finalmente conseguiu alguns momentos para respirar.
Benfica AEK
Podem acabar com a conversa das derrotas seguidas?
Num momento fundamental do jogo Odysseas volta a negar o golo à equipa da casa com mais uma grande defesa e, quase de seguida, Alfa Semedo tem um excelente lance individual que só termina com a bola dentro da baliza. Excelente golo que levantou a crença da equipa e em sentido contrário desmoralizou a equipa do AEK. Até ao final do jogo foi lutar e fazer correr os minutos o mais longe possível da baliza de Odysseas e a equipa fez isso com competência.
Vitória sofrida num jogo que teve um início de sonho e que quase se deitava tudo a perder. Agora vem o Liga NOS e é para aí que se devem virar todas as atenções.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Golo Alfa Semedo: Encheu-se de coragem a fez o golo que tranquilizou o Benfica e quebrou o ímpeto de um AEK que procurava o golo da vitória. 
Prémio Pablo Aimar
Vitória: Os três pontos desta vitória são importantíssimos para manter a corrida à passagem aos oitavos, mas também para afastar fantasmas e moralizar para o que aí vem. Seria um golpe muito duro na moral perder estes pontos depois do excelente início de jogo.
Prémio Bruno Cortez
Rúben Dias: Não se pode expor daquela maneira quando sabe que já tem cartão amarelo. Está a precisar de uma pausa para refletir.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Posso anunciar oficialmente que o Benfica está 100% vitorioso em jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões no mês de Outubro de 2018. Além disso já não perde fora para a liga dos Campeões há quase um ano. Como veem, caros detratores, há estatísticas para todos os gostos.
  • Alguém tem que dizer aos centrais do Benfica que por um certo e determinado central poder fazer tudo e mais alguma coisa sem ser expulso, não devem fazer o mesmo. Há que jogar com dureza e contundência, mas sem facilitar a vida a quem os quer ver fora do campo.
  • Mais uma grande exibição de Odysseas Vlachodimos. Começa a ser cada vez mais uma certeza na baliza do Benfica. Importante manter os pés no chão e não cometer erros como o de Chaves.
  • Muita gente pedia que Lema jogasse na Grécia para ir ganhando ritmo e entrosamento para o clássico. Não aconteceu de início mas as circunstâncias do jogo levaram a que isso acontecesse.

Abraço

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