sexta-feira, 22 de março de 2019


Emprestados do Benfica - Novo balanço

Blog Benfica Luca Jovic brilha na Alemanha
Luka Jovic sairá sem dar retorno desportivo
O quadro de jogadores emprestados do Benfica sofreu alterações no último mercado de inverno. Os empréstimos de Bruno Varela, Pedro Amaral, Cristian Lema, Alfa Semedo, Guga Rodrigues, Keaton Parks e Facundo Ferreyra, e em sentido contrário, as saídas em definitivo de Marcelo Hermes, Pawel Dawidowicz, Filipe Augusto e Salvador Agra fizeram com que o número de emprestados passasse de 18 para 21. Há dois anos eram 41 os jogadores emprestados e na última época eram 31. Este é o caminho a seguir e espera-se que na próxima temporada volte a haver uma redução significativa no lote dos jogadores emprestados.
Aproveito mais esta paragem da Liga NOS para fazer um pequeno balanço dos jogadores que fazem parte dos quadros do Benfica e se encontram emprestados.
Os atletas emprestados estão distribuídos da seguinte forma: Liga NOS (5), Ledmam LigaPro (2), Espanha (2), Inglaterra (1 PL+1 PS), Grécia (2), Alemanha (1), Arábia Saudita (1), Argentina (1), Estados Unidos (1), Holanda (1), Itália (1), México (1) e Uruguai (1).
De uma forma geral podemos dividir os atletas nos seguintes grupos:
  • Jogadores da formação: André Ferreira, Bruno Varela, Alfa Semedo, Diogo Gonçalves, Guga Rodrigues, Pedro Amaral, Pedro Pereira e Pedro Rodrigues.
  • Apostas de baixo investimento: Alan Júnior, Dálcio, Heriberto Tavares, Keaton Parks e Martin Chrien.
  • Apostas de investimento médio/alto: André Carrillo, Cristian Arango, Cristian Lema, Facundo Ferreyra, Lisandro Lopes, Luka Jovic, Óscar Benitez e Raúl Jiménez.
Blogs Benfica Heriberto Tavares continua a fazer golos
Heriberto Tavares impôs-se no Moreirense

As expectativas para estes jogadores:

  • Potencial para a equipa principal: Alfa Semedo, André Carrillo, Diogo Gonçalves, Heriberto Tavares, Luka Jovic e Raúl Jiménez.
  • Possibilidade de dar algum retorno financeiro: Bruno Varela, Cristian Lema, Facundo Ferreyra, Lisandro Lopes e Pedro Pereira.
  • Jogadores para o eterno carrossel: Alan Júnior, Dálcio, Cristian Arango e Óscar Benitez.
  • Quero ver melhor: André Ferreira, Guga Rodrigues, Keaton Parks, Martin Chrien, Pedro Amaral e Pedro Rodrigues.
Blogs Benfica Raúl Jiménez dá cartas na Premier League
Raúl Jiménez dificilmente voltará ao Benfica
Guarda redes (2):
André Ferreira: Desportivo das Aves (Portugal) - 11 jogos - 990 minutos - 20 golos sofridos
Bruno Varela: Ajax (Holanda) - jogos - minutos
Defesas (4):
Cristian Lema: Penarol (Uruguai) - jogos - 630 minutos - golo
Lisandro Lopez: Boca Juniores (Argentina) - 10 jogos - 930 minutos - golos
Pedro Amaral: Panetolikos (Grécia) - 11 jogos - 706 minutos
Pedro Pereira: Génova (Itália) - 20 jogos - 915 minutos
Médios (6):
Alfa Semedo: Espanhol (Espanha) - jogos - 30 minutos
Dálcio: Belenenses (Portugal) - 28 jogos - 1591 minutos
Guga Rodrigues: Panetolikos (Grécia) - 10 jogos - 440 minutos
Keaton Parks: New York City FC  (Estados Unidos) - jogos - minutos
Martin Chrien: Santa Clara (Portugal) - 16 jogos - 1031 minutos - golos
Pedro Rodrigues: Vitória de Guimarães (Portugal) - 16 jogos - 706 minutos
Avançados (9):
Alan Junior: Farense (Portugal) - 14 jogos - 683 minutos
André Carrillo: Al Hilal (Arábia Saudita) - 22 jogos - 1864 minutos - golos
Cristian Arango: Tondela (Portugal) - 21 jogos - 1031 minutos - golos
Diogo Gonçalves: Nottingham Forest (Inglaterra) - 10 jogos - 446 minutos
Facundo Ferreyra: Espanhol (Espanha) - jogos - 190 minutos - golos
Heriberto Tavares: Moreirense (Portugal) - 28 jogos - 1901 minutos - golos
Luka Jovic: Eintracht Frankfurt (Alemanha) - 36 jogos - 2310 minutos - 22 golos
Óscar Benitez: Atlético San Luis (México) - 19 jogos - 951 minutos
Raul Jiménez: Wolverhampton (Inglaterra) - 35 jogos - 2781 minutos - 15 golos

Abraço

sexta-feira, 16 de novembro de 2018


Emprestados do Benfica - O balanço

Benfica Raúl Jiménez
Raúl Jiménez dificilmente voltará ao Benfica
O Benfica reduziu o seu quadro de jogadores emprestados para menos de duas dezenas. São 18 os jogadores emprestados nesta temporada 2018/19, sendo que há dois anos eram 41 e na última época eram 31. Este é o caminho a seguir e espera-se que na próxima temporada volte a haver uma redução significativa no lote dos jogadores emprestados.
Aproveito esta paragem da Liga NOS para fazer um pequeno balanço dos jogadores que fazem parte dos quadros do Benfica e se encontram emprestados.
Os atletas emprestados estão distribuídos da seguinte forma: Liga NOS (5), Ledmam LigaPro (2), Itália (3), Inglaterra (1 PL+1 PS), Arábia Saudita (1), Brasil (1), Espanha (1 SD), Turquia (1), Alemanha (1) e Argentina (1).
De uma forma geral podemos dividir os atletas nos seguintes grupos:
  • Jogadores da formação: André Ferreira, Diogo Gonçalves, Pedro Pereira e Pedro Rodrigues.
  • Apostas de baixo investimento: Alan Júnior, Dálcio, Heriberto Tavares, Martin Chrien, Pawel Dawidowicz e Salvador Agra.
  • Apostas de investimento médio/alto: André Carrillo, Cristian Arango, Filipe Augusto, Lisandro Lopes, Luka Jovic, Marcelo Hermes, Óscar Benitez e Raúl Jiménez.
Benfica Heriberto Tavares
Heriberto Tavares impôs-se no Moreirense

As expectativas para estes jogadores:

  • Potencial para a equipa principal: André Carrillo, Diogo Gonçalves, Heriberto Tavares, Luka Jovic e Raúl Jiménez.
  • Possibilidade de dar algum retorno financeiro: Lisandro Lopes, Pawel Dawidowicz e Pedro Pereira.
  • Jogadores para o eterno carrossel: Alan Júnior, Dálcio, Cristian Arango, Marcelo Hermes, Filipe Augusto, Óscar Benitez e Salvador Agra.
  • Quero ver melhor: André Ferreira, Martin Chrien e Pedro Rodrigues.
Benfica Luca Jovic
Luka Jovic deverá ver a opção de compra exercida pelo Frankfurt
Guarda redes (1):
André Ferreira: Desportivo das Aves (Portugal) - jogos - 540 minutos - 5 golos sofridos
Defesas (3):
Lisandro Lopez: Génova (Itália) - jogos
Marcelo Hermes: Cruzeiro (Brasil) - 15 jogos - 1301 minutos - golo
Pedro Pereira: Génova (Itália) - jogos - 452 minutos
Médios (5):
Dálcio: Belenenses (Portugal) - jogos - 595 minutos
Filipe Augusto: Alanyaspor (Turquia) - jogos - 297 minutos
Martin Chrien: Santa Clara (Portugal) - jogos - 189 minutos
Pawel Dawidowicz: Verona (Itália) - jogos - 517 minutos
Pedro Rodrigues: Vitória de Guimarães (Portugal) - jogos - 50 minutos
Avançados (9):
Alan Junior: Farense (Portugal) - jogos - 546 minutos
André Carrillo: Al Hilal (Arábia Saudita) - jogos - 691 minutos - golos
Cristian Arango: Tondela (Portugal) - 10 jogos - 544 minutos - golo
Diogo Gonçalves: Nottingham Forest (Inglaterra) - jogos - 362 minutos
Heriberto Tavares: Moreirense (Portugal) - 11 jogos - 691 minutos - golos
Luka Jovic: Eintracht Frankfurt (Alemanha) - 15 jogos - 839 minutos - 12 golos
Óscar Benitez: Argentinos Juniores (Argentina) - jogos - 443 minutos
Raul Jiménez: Wolverhampton (Inglaterra) - 12 jogos - 985 minutos - golos
Salvador Agra: Cádiz (Espanha) - jogos - 303 minutos

Abraço

sexta-feira, 11 de maio de 2018


A Santa Aliança revisitada

Benfica Futebol Marquês Pombal
Só com títulos se combate a Santa Aliança
Vim reler este post que escrevi em setembro de 2017 e pareceu-me um bom ponto de partida para refletir sobre a época desportiva que agora termina. Fica aqui republicado, sem alterar uma vírgula, para quem tiver um tempinho para o ler. No caso de alguns de vocês, reler.
Só um clube da grandeza do Benfica sobreviveria a um ataque desta dimensão. Aliás a dimensão atual do Benfica resulta da reação a momentos como este. O que não nos mata, torna-nos mais fortes.
O que nos espera no futuro? Não está fácil, mas se fosse fácil não era para nós ;))

A Santa aliança

A ideia de uma aliança entre o Porto e o Sporting como forma de combater a supremacia do Benfica não é uma inovação deste século. Já no mandato de José Roquete esse entendimento tácito era colocado em prática, como revela o antigo presidente do Sporting, João Rocha, ao jornal Record:
- “Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.”.
- “Foi falado no Conselho Leonino e eu disse ao líder da AG para mandar calar sobre essa informação, que foi longe demais. Disse-lhe ainda que o resumo do acordo com o FC Porto devia ser gravado de tão grave que era, porque talvez fosse necessário que essa gravação viesse a ser pública na defesa dos interesses do Sporting e dos seus sócios.”.
Com este histórico e estando o Benfica num ciclo de vitórias impressionante não surpreende ninguém esta, agora assumida, aproximação entre ambos os clubes. Batizada de Santa Aliança, mais não é do que o reconhecimento da grandeza do Benfica e da incapacidade de cada um desses clubes por si só conseguir atingir as desejadas vitórias.
O namoro foi assumido num encontro no Hotel Altis em inícios de maio deste ano numa tentativa desesperada de travar a caminhada do Benfica rumo ao Tetracampeonato. O encontro “secreto” foi precedido de convocatória também ela “secreta” à comunicação social para que todo o país, “secretamente”, tomasse conhecimento do encontro.
Benfica Futebol Santa Aliança
O encontro secreto da treta
O objetivo passava claramente pela tentativa de desestabilizar a estrutura do Benfica na fase decisiva da época. Entretanto havia falhado aquele que era o grande trunfo da santa aliança que era a desejada derrota do Benfica em Alvalade.
Dos objetivos da santa aliança - de cujo comunicado ironicamente consta algo como: “O objetivo comum de Sporting e FC Porto é reformular o futebol português e promover a transparência e a verdade desportiva" - destacam-se os seguintes:
  • Provocar instabilidade interna no Benfica;
  • Causar danos à reputação do Benfica em termos nacionais e internacionais;
  • Enfraquecer o Benfica em termos de patrocinadores;
  • Promover uma narrativa que desvalorize o mérito das conquistas do Benfica associando-as a jogos de bastidores;
  • Marcar a agenda dos programas de comentário desportivo e controlar o desenrolar dos mesmos através da superioridade numérica;
  • Repartir de forma coordenada os ataques ao Benfica e outras instituições, assim como as reações subsequentes a esses mesmos ataques;
  • Utilizar os órgãos de comunicação social e jornalistas “amigos” para fazer eco e prolongar no tempo os ataques lançados;
  • Sistematizar as ações de coação sobre a arbitragem, a justiça, a disciplina, os dirigentes desportivos e inclusive sobre os outros clubes.
Todos estes objetivos têm sido postos em prática ao longo dos últimos meses fazendo com que o futebol português atinja um nível de belicismo nunca antes observado. Ambos os clubes, através dos seus diretores de comunicação e outros agentes propagadores de ruído, mantêm uma agenda mediática contínua que em nada se coaduna com o teor do comunicado conjunto que emitiram.

O que eu penso?

Infelizmente penso que a estratégia tem dado os seus frutos, assentando num controlo dos meios de comunicação social que me parecia de todo impossível em pleno século XXI. Esse controlo resulta em parte na influência direta dos grupos de comunicação social afetos aos dois clubes, que já nem sequer têm a preocupação de disfarçar a sua parcialidade.
A outra forma de controlo, quase impossível de combater, advém do facto dos temas polémicos serem o principal mote para as audiências. Se meter o nome do Benfica pelo meio, então é a cereja no topo do bolo. Em tempo de vacas magras para a imprensa, a santa aliança tem sabido aproveitar bem este facto.
Gostaria que assim não fosse, mas a estratégia tem dado os seus frutos:
  • Pressente-se a instabilidade dentro do clube. Aquela máxima de deixar os cães ladrar enquanto a caravana passa, que tão bom fruto deu, parece posta em causa.
  • A imagem do Benfica vai-se degastando e esperemos que esse desgaste não se reflita nas gerações futuras.
  • A pressão sobre arbitragens, justiça e disciplina tem dado os seus frutos. Em caso de dúvida os árbitros beneficiam a santa aliança, pois não querem passar o resto da semana sob os holofotes. A justiça castiga Samaris, com vários casos similares a passarem em claro. A federação apenas vem dar satisfações quando o vídeo-arbitro fez justiça no jogo do Benfica com o Portimonense e poderia continuar com muitos outros exemplos.
  • Os responsáveis, quer técnicos quer dirigentes, de outros clubes têm declarações pré e pós jogo com o Benfica que não se comparam com a subserviência prestada à santa aliança. O vídeo apresentado pelo treinador adjunto do Portimonense é um bom exemplo disso.
  • Com tantas acusações de manobras de bastidores, os adeptos do Benfica parecem sentir-se inibidos no que diz respeito às queixas de arbitragem, mesmo quando os roubos são descarados. Mais um fator que inclina a tomada de decisão dos árbitros para o lado da santa aliança.
  • Alguns adeptos têm encarnado a narrativa de que as conquistas dos últimos anos não o foram por mérito próprio. Este sentimento tem levado muitos a desvalorizar os méritos de um grupo de trabalho que foi exemplar nas duas últimas épocas, quebrando uma química que foi a base de sustentação das muitas vitórias alcançadas.
Estas são apenas algumas das situações que saltam mais à vista, muito mais haveria por escrever.
Benfica Futebol Imbestigue-se
Um bom exemplo de comunicação

Como reagir

Sem dispor de todos os dados da equação, nem pouco mais ou menos, diria que não é fácil contrariar o panorama atual. Certamente que o Benfica terá gente especializada nas áreas da comunicação e ciências sociais a analisar esta temática e a definir estratégias de curto e médio/longo prazo. Pelo menos assim o espero.
Do meu ponto de vista há três situações que me parecem fundamentais para combater o atual estado de coisas:
  • Da parte do clube recolocar o foco no trabalho dentro de portas e continuar a ganhar dentro do campo. As nossas vitórias serão o melhor antídoto para todo o veneno destilado pela santa aliança. Percebendo que dentro do Benfica certamente que terão um pensamento semelhante; ainda hoje leio que o presidente declarou: “Só os bons resultados desportivos permitirão consolidar as nossas opções”; torna-se para mim quase incompreensível o desinvestimento desenfreado que se verificou esta época.
  • Da parte dos sócios/adeptos assumir o orgulho no clube, reconhecer o mérito das nossas vitórias; então os últimos dois anos foram mesmo épicos; reconhecer os méritos dum grupo de trabalho que deixou tudo em campo.  Andar de cabeça bem levantada com o orgulho de sermos Tetracampeões mesmo que a época esteja a correr mal; uma coisa não invalida a outra. Não ter pruridos em reclamar das arbitragens, da discriminação na aplicação de castigos ou mesmo do discricionarismo das declarações dos altos dirigentes do nosso futebol. Adeptos à Benfica impõe respeito a qualquer rival.
  • Da parte do grupo de trabalho perceber a importância deste momento. Pode a época não ter sido planeada da melhor forma e o plantel apresentar algumas lacunas, mas mesmo assim existe qualidade para chegar ao sucesso. É recuperar a atitude dos últimos anos e lutar connosco, por nós que bem merecemos, pela reconquista dos títulos que tanto trabalho nos deram na época passada.
Só assim poderemos fazer com que a santa aliança se esfume e o futebol português volte a ser um meio minimamente respirável.

#naomefodas mode on
  • Quem se lembrou da treta do desinvestimento no contexto especial que esta época apresenta, devia era aplicar o desinvestimento na sua casa e passar a época a pão e água. Pó crl, pah!
  • Não entrem na narrativa dos fdp dos dragartos. Ninguém dentro de nossa casa o deve fazer. Fechar as portas, fechar a boca, trabalhar muito e dessa forma certamente que a santa aliança entra em insolvência como o outro crl.
  • Foram quatro campeonatos ganhos com muito suor, contra tudo e contra todos, sempre até ao último minuto. Fds, não entramos em campo de cabelo pintado a dez jogos do fim do campeonato. Não crl, foi sempre suadinho. Muito orgulho!
  • Que tem o desdentado a dizer da impossibilidade dos atletas emprestados estarem impedidos “oficiosamente” de defrontar o clube parceiro?
  • Correm uns zunzuns que na santa aliança são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros. Será?!?
#naomefodas mode off

Abraço

domingo, 29 de outubro de 2017


A reflexão que se impõe – Os Sócios/adeptos

Benfica Adeptos Vénia
A vénia simboliza o respeito pelos adeptos
O momento atual do Benfica justifica uma paragem para refletir no que tem sido o caminho percorrido desde a conquista do Tetra Campeonato. No desporto em geral e no futebol em particular é muito ténue a linha que separa o sucesso do fracasso. Pela fragilidade dessa linha e pela existência de todo um conjunto de variáveis mais ou menos incontroláveis, torna-se arriscado, e por muitas vezes injusto, avaliar os resultados apenas como consequência das opções tomadas.
Tal não invalida, bem pelo contrário, que não devamos procurar analisar todas as opções tomadas e as suas consequências no atingir do objetivo proposto. Por isso numa série de artigos vou abordar um conjunto de áreas, tentando perceber as ideias por trás das decisões tomadas e procurando encontrar novos caminhos e soluções:

Os Sócios/adeptos

Têm sido muitos aqueles que ao longo dos anos têm servido diretamente o clube contribuindo no exercício das suas funções para o crescimento do mesmo. Sejam atletas, treinadores, dirigentes ou funcionários, todos eles contribuíram para que o Benfica seja aquilo que é hoje em dia. Sem retirar nenhum dos méritos a todos esses servidores do clube, é na grandeza dos seus associados e restante massa adepta que o Benfica encontra o principal alicerce para a sua dimensão.
Benfica Adeptos Estádio da Luz
Faça chuva ou faça sol, eles aí estão! 
São eles a razão da existência do clube. É neles que quem serve diretamente o clube deve pensar sempre que orienta um treino, entra em campo para um jogo ou assina um qualquer contrato. O pensamento deve estar sempre orientado no sentido de tudo fazer para proporcionar alegrias e vitórias à massa adepta, porque só reconhecendo este esforço é que estes retribuirão com apoio. A massa associativa sabe reconhecer quando há esse esforço e dedicação, mesmo quando os objetivos não são atingidos.

"Chove? Faz Frio? Faz Calor? Que Importa, nem que o jogo seja no fim do mundo, entre as neves das serras ou no meio das chamas do inferno... Por terra... Por mar... Ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica atrás da equipa... Grande... Incomparável... Extraordinária... massa associativa!", Bella Guttman

O Benfica conta atualmente com cerca de 210 mil sócios. Chegou a ser o clube com mais associados em todo o mundo, sendo que em Portugal é claramente o clube com mais sócios. No que diz respeito aos adeptos é comum a referência aos seis milhões de adeptos em Portugal e aos quatorze milhões a nível mundial. São dados estatísticos e não dados objetivos, mas mais milhão menos milhão, são um bom indicador da realidade. Certo é que onde quer que o Benfica vá, eles estão lá presentes em quantidade  e em qualidade.
Benfica Adeptos Dortmund
No estrangeiro o apoio é uma constante

"Mister, isto nem no Madrid! "O mesmo já tinha acontecido no estágio da Suíça. No meio das montanhas, num local que nem vem no mapa, havia centenas de Benfiquistas a apoiar-nos. Após o primeiro treino liguei à minha mãe e disse: "Mãezita, este clube é impressionante!" , Saviola

Seja num estágio no meio das montanhas na Suíça, numa qualquer pequena vila portuguesa para a Taça de Portugal ou numa grande metrópole para a Liga dos Campeões, eles estão lá presentes. Nas pequenas vilas a visita do Benfica é sempre um dia de festa para as populações. No estrangeiro tem sempre um significado muito especial para os emigrantes portugueses. O elo de ligação com a pátria mãe reforça o já de si exacerbado amor ao clube. Também em jogos no Estádio da Luz é usual, mas surpreendente, a presença de emigrantes que vêm propositadamente a Portugal para ver um jogo do Benfica. 
Benfica Adeptos Jonas
A fundamental empatia adepto / jogador

"Desde que me tornei homem chorei a morte de 3 pessoas que muito amava. Todas as outras lágrimas chorei-as pelo Benfica. E quase todas as minhas alegrias devo-as ao meu clube.”, António Lobo Antunes

A importância dada pelos benfiquistas ao clube é algo que a ciência dificilmente conseguirá explicar. Esta ligação terá de ser entendida mais no âmbito do misticismo e do sobrenatural. Só os benfiqusitas podem entender as palavras de António Lobo Antunes reproduzidas acima. Não deve haver um único que, mais palavra menos palavra, não se reveja nelas. Já tentar explicá-las a quem não é do Benfica será sempre tarefa inglória.
O sucesso estará sempre intimamente ligado à empatia existente entre os adeptos e os jogadores. Só essa empatia permite ultrapassar os vários obstáculos que que vão surgindo ao longo da temporada. Essa empatia deve ser cultivada nos dois sentidos. Os adeptos devem amparar as equipas nos momentos menos bons e as equipas devem deixar a pele em campo em nome da entrega dos adeptos. Os festejos dos golos com os adeptos e não apenas entre os jogadores, são um bom exemplo de como se reforça esta relação.
Benfica Adeptos Marquês
O Marquês tem sido local de festa para os Benfiquistas
Numa temporada em que têm sido visíveis algumas fragilidades no grupo de trabalho, traduzidas num mau começo em termos de resultados e exibicionais, será fundamental que esta química entre adeptos e equipa se mantenha em alta. Já aqui foram escalpelizadas várias situações que poderão ter contribuído para o mau começo, situações que importa que avaliar e corrigir se for o caso.
Até lá, resta-nos dar todo o apoio que a equipa necessita, assim como resta à estrutura do Benfica dar o tudo por tudo em cada treino, em cada jogo e em cada competição. Só assim poderemos ambicionar o inédito Pentacampeonato.

#naomefodas mode on
  • Eu tive um sonho, que pt de sonho: os Red Pass´s esgotavam ainda no mês de Junho.
  • Fds, aquele minuto 70 na Luz explica mais do que todas as palavras que aqui escrevi!
  • Essa vénia que abre o texto significa reverência e respeito pela hierarquia. Quem não o perceber está a mais com o manto sagrado vestido.
  • "Benfica é quase uma religião", Jorge Jesus.
  • "A minha namorada disse-me: ou eu ou o Benfica! Às vezes tenho saudades dela...", Anónimo
#naomefodas mode off

Abraço

segunda-feira, 9 de outubro de 2017


A reflexão que se impõe – A Comunicação

Benfica Luís Bernardo
Luís Bernardo Diretor de Comunicação do Benfica
O momento atual do Benfica justifica uma paragem para refletir no que tem sido o caminho percorrido desde a conquista do Tetra Campeonato. No desporto em geral e no futebol em particular é muito ténue a linha que separa o sucesso do fracasso. Pela fragilidade dessa linha e pela existência de todo um conjunto de variáveis mais ou menos incontroláveis, torna-se arriscado, e por muitas vezes injusto, avaliar os resultados apenas como consequência das opções tomadas.
Tal não invalida, bem pelo contrário, que não devamos procurar analisar todas as opções tomadas e as suas consequências no atingir do objetivo proposto. Por isso numa série de artigos vou abordar um conjunto de áreas, tentando perceber as ideias por trás das decisões tomadas e procurando encontrar novos caminhos e soluções:

A Comunicação

Qualquer pessoa, empresa ou instituição que se quer afirmar no respetivo meio precisa de dominar a arte de comunicar. No mundo em que vivemos a comunicação assume um papel cada vez mais relevante. Assume-o porque a globalização trazida pela internet e o desenvolvimento assustador das tecnologias de informação e comunicação, mudaram todo o paradigma da comunicação.
Quebraram-se várias barreiras: tempo, espaço e social. Uma ideia a comunicar pode atingir todo o mundo e todos os estratos sociais numa questão de minutos. Passou também a funcionar nos dois sentidos com as reações a essa mesma ideia difundida a serem também elas imediatas. A massificação da comunicação atingiu um nível tal que quase toda ela é efémera e passageira.
Facebook Twitter Instagram Linkedin
A comunicação passa muito pelas redes sociais
O desenvolvimento dos dispositivos móveis aliado ao chamado boom das redes sociais, projetou  a comunicação para outro patamar. Cada indivíduo é, a cada instante e em qualquer lugar, um consumidor e produtor ou reprodutor de informação.
É a esta nova realidade e aos desafios que a mesma representa que a Comunicação do clube deve dar resposta. Já não basta o envio de uma carta ou SMS ao associado, os comunicados, as conferências de imprensa ou as entrevistas. É necessário saber lidar não só com a imprensa tradicional, mas também com a comunicação na internet e as redes sociais. Não basta divulgar informação para que o interessado a possa obter, é preciso levar essa informação ao público alvo.

O imediatismo da comunicação

Fundamental para uma boa comunicação é a avaliação constante do feedback obtido, assim como a capacidade de dar respostas ou tomar medidas corretivas em tempo útil. Dada a propagação quase imediata da informação, importa reagir de igual forma para minimizar danos e eventualmente reverter uma situação negativa.
O departamento de Comunicação do Benfica é atualmente dirigido por Luís Bernardo, que substituiu no cargo João Gabriel no verão do 2016. João Gabriel estava à frente da comunicação do Benfica desde 2008.
Benfica João Gabriel
João Gabriel esteve oito anos no Benfica
Em termos de comunicação tradicional o Benfica dispõe de um canal de televisão, a BTV, que atualmente é um canal “premium” que contará com cerca de 300.000 subscritores. Quanto à comunicação na internet, o site do Benfica foi sujeito a uma remodelação em julho deste ano. Nessa altura foi lançada também uma APP para dispositivos móveis que permite a interação com os sócios/adeptos. No que diz respeito às redes socias o Benfica marca presença no Facebook (3.600.000), Twitter (1.100.000), Instagram (727.000) e Linkedin (15.000).

O que eu penso?

Esta época é um verdadeiro desafio para a comunicação do Benfica por via de tudo o que foi referido no artigo sobre a Santa Aliança. Perante o ataque cerrado e nunca antes visto por parte dos rivais aliados, qualquer ação, reação ou inação por parte da comunicação do Benfica deve ser muito bem ponderada.
É um ataque sem precedentes que tem passado pela utilização do Porto Canal na divulgação de eventual correspondência privada, com os restantes “amigos” da comunicação social a servir de caixa de ressonância, prolongando o ruído por vários dias. O facto de até um jornal de referência como o Expresso entrar nestes esquemas diz bem da amplitude da rede à qual temos que estar atentos.
Nos programas de debate, para os quais vos posso garantir que não dou um minuto de audiência em direto, limitando-me a ver um ou outro vídeo aqui na blogosfera, o cenário não é melhor. Moderadores que apenas procuram incendiar os ânimos na ansia das audiências. Representantes da santa aliança a trocarem sorrisos e piscadelas de olho, ao mesmo tempo que alternadamente interrompem qualquer tentativa de esclarecimento por parte dos representantes do Benfica. Como bom exemplo do estado a que chegou este tipo de programas temos um debate com Paulo Cristóvão e Fernando Madureira a discutirem os perigos do futebol português. Santa ironia!
É certo que na generalidade a imprensa passa por dificuldades económico-financeiras muito graves, mas não pode valer tudo. As entidades de supervisão, nomeadamente a ERC ou o Sindicato dos Jornalistas têm a obrigação de exercer as funções que lhes estão incumbidas. É inadmissível e vergonhoso o estado persecutório que este tipo de programas atingiu. Se as entidades competentes continuarem a assobiar para o lado deve o governo intervir nesta área. A tragédia está aí à porta.
É no campo da comunicação que assenta a estratégia dos rivais. Não estão interessados em fazer as participações às respetivas entidades competentes. Não lhes interessa que os factos sejam devidamente investigados e julgados por quem de direito. Interessa isso sim, julgar na praça pública numa estratégia de desgaste que os seus peões de brega se encarregam de executar. Dessa forma procuram transformar os seus desejos/delírios em factos.
Benfica Colinho
A campanha do "colinho"
Não é fácil combater o estado atual das coisas. Reproduzo aqui o que escrevi anteriormente e que no meu entendimento deveria se a postura a adotar:
  • Da parte do clube recolocar o foco no trabalho dentro de portas e continuar a ganhar dentro do campo. As nossas vitórias serão o melhor antídoto para todo o veneno destilado pela santa aliança. Percebendo que dentro do Benfica certamente que terão um pensamento semelhante; ainda hoje leio que o presidente declarou: “Só os bons resultados desportivos permitirão consolidar as nossas opções”; torna-se para mim quase incompreensível o desinvestimento desenfreado que se verificou esta época.
  • Da parte dos sócios/adeptos assumir o orgulho no clube, reconhecer o mérito das nossas vitórias; então os últimos dois anos foram mesmo épicos; reconhecer os méritos dum grupo de trabalho que deixou tudo em campo.  Andar de cabeça bem levantada com o orgulho de sermos Tetracampeões mesmo que a época esteja a correr mal; uma coisa não invalida a outra. Não ter pruridos em reclamar das arbitragens, da discriminação na aplicação de castigos ou mesmo do discricionarismo das declarações dos altos dirigentes do nosso futebol. Adeptos à Benfica impõe respeito a qualquer rival.
  • Da parte do grupo de trabalho perceber a importância deste momento. Pode a época não ter sido planeada da melhor forma e o plantel apresentar algumas lacunas, mas mesmo assim existe qualidade para chegar ao sucesso. É recuperar a atitude dos últimos anos e lutar connosco, por nós que bem merecemos, pela reconquista dos títulos que tanto trabalho nos deram na época passada.
No caso mais específico da comunicação penso que a estratégia de falar poucas vezes, mas com assertividade deve ser o caminho a seguir. Não devemos responder à letra, devemos isso sim deixar que os adversários se enredem nas suas próprias palavras, e aí sim, usá-las em proveito próprio. Seja em termos de motivação do nosso grupo de trabalho, seja até em termos comerciais como brilhantemente aconteceu com o chamado “colinho” ou a história dos "emails".
Defendo uma comunicação centrada no Benfica, na sua massa associativa e adepta. Que tenha como objetivo primário a promoção da união entre todas as forças do clube. Que informe com rigor e que coloque o dedo na ferida sempre que tal se justifique. Não quero uma comunicação que assente no lambe botismo ou no culto da personalidade. Quero uma comunicação à Benfica, sobre o Benfica e para os Benfiquistas.
Os sinais que chegam é que o Benfica seguiu por outro caminho e optou pela estratégia de responder à letra à comunicação rival. Não me parece que tenhamos muito a ganhar com isso.

As possíveis motivações para a inversão de estratégia

Quero acreditar que existam dados internos que sustentem esta inversão de estratégia, como estudos de opinião que sustentem um eventual desgaste da imagem do Benfica ou o pressentir que os adeptos estejam a ir na cantiga da santa aliança. Os adeptos do Benfica não são só os que navegam pela internet e que normalmente andam mais informados. Existem outros milhões para quem se calhar será mais efetiva uma estratégia de olho por olho, dente por dente.
Benfica Red Pass
A assertiva campanha do Red Pass
O clube também pode sentir que os agentes desportivos nos estejam a “comer as papas na cabeça” por não nos manifestarmos de forma mais incisiva e frequente.
Não sendo a minha estratégia, procuro entender as motivações de quem dirige a comunicação do Benfica. Que tenham sucesso, porque o sucesso deles será o nosso sucesso.

#naomefodas mode on
  • Fds, a estratégia já tem barbas! Os porcos arrastam-nos para a lama e depois ganham-nos por experiência.
  • Quero que na BTV se fale de BENFICA! Pqp, deixem lá a mrd dos dragartos para os canais deles. Ainda por cima é um canal premium, só nós é que vemos.
  • Custa-me ver gente da comunicação do Benfica em bate-boca com o insolvente nas redes sociais. É dar ao desprezo, crl!
  • De entre tantos milhões não há um crl de um Benfiquista, ou pelo menos alguém sem passado nos rivais, que possa dirigir a comunicação do clube?
#naomefodas mode off

Abraço

A reflexão que se impõe – A Comunicação

Benfica Luís Bernardo
Luís Bernardo Diretor de Comunicação do Benfica
O momento atual do Benfica justifica uma paragem para refletir no que tem sido o caminho percorrido desde a conquista do Tetra Campeonato. No desporto em geral e no futebol em particular é muito ténue a linha que separa o sucesso do fracasso. Pela fragilidade dessa linha e pela existência de todo um conjunto de variáveis mais ou menos incontroláveis, torna-se arriscado, e por muitas vezes injusto, avaliar os resultados apenas como consequência das opções tomadas.
Tal não invalida, bem pelo contrário, que não devamos procurar analisar todas as opções tomadas e as suas consequências no atingir do objetivo proposto. Por isso numa série de artigos vou abordar um conjunto de áreas, tentando perceber as ideias por trás das decisões tomadas e procurando encontrar novos caminhos e soluções:

A Comunicação

Qualquer pessoa, empresa ou instituição que se quer afirmar no respetivo meio precisa de dominar a arte de comunicar. No mundo em que vivemos a comunicação assume um papel cada vez mais relevante. Assume-o porque a globalização trazida pela internet e o desenvolvimento assustador das tecnologias de informação e comunicação, mudaram todo o paradigma da comunicação.
Quebraram-se várias barreiras: tempo, espaço e social. Uma ideia a comunicar pode atingir todo o mundo e todos os estratos sociais numa questão de minutos. Passou também a funcionar nos dois sentidos com as reações a essa mesma ideia difundida a serem também elas imediatas. A massificação da comunicação atingiu um nível tal que quase toda ela é efémera e passageira.
Facebook Twitter Instagram Linkedin
A comunicação passa muito pelas redes sociais
O desenvolvimento dos dispositivos móveis aliado ao chamado boom das redes sociais, projetou  a comunicação para outro patamar. Cada indivíduo é, a cada instante e em qualquer lugar, um consumidor e produtor ou reprodutor de informação.
É a esta nova realidade e aos desafios que a mesma representa que a Comunicação do clube deve dar resposta. Já não basta o envio de uma carta ou SMS ao associado, os comunicados, as conferências de imprensa ou as entrevistas. É necessário saber lidar não só com a imprensa tradicional, mas também com a comunicação na internet e as redes sociais. Não basta divulgar informação para que o interessado a possa obter, é preciso levar essa informação ao público alvo.

O imediatismo da comunicação

Fundamental para uma boa comunicação é a avaliação constante do feedback obtido, assim como a capacidade de dar respostas ou tomar medidas corretivas em tempo útil. Dada a propagação quase imediata da informação, importa reagir de igual forma para minimizar danos e eventualmente reverter uma situação negativa.
O departamento de Comunicação do Benfica é atualmente dirigido por Luís Bernardo, que substituiu no cargo João Gabriel no verão do 2016. João Gabriel estava à frente da comunicação do Benfica desde 2008.
Benfica João Gabriel
João Gabriel esteve oito anos no Benfica
Em termos de comunicação tradicional o Benfica dispõe de um canal de televisão, a BTV, que atualmente é um canal “premium” que contará com cerca de 300.000 subscritores. Quanto à comunicação na internet, o site do Benfica foi sujeito a uma remodelação em julho deste ano. Nessa altura foi lançada também uma APP para dispositivos móveis que permite a interação com os sócios/adeptos. No que diz respeito às redes socias o Benfica marca presença no Facebook (3.600.000), Twitter (1.100.000), Instagram (727.000) e Linkedin (15.000).

O que eu penso?

Esta época é um verdadeiro desafio para a comunicação do Benfica por via de tudo o que foi referido no artigo sobre a Santa Aliança. Perante o ataque cerrado e nunca antes visto por parte dos rivais aliados, qualquer ação, reação ou inação por parte da comunicação do Benfica deve ser muito bem ponderada.
É um ataque sem precedentes que tem passado pela utilização do Porto Canal na divulgação de eventual correspondência privada, com os restantes “amigos” da comunicação social a servir de caixa de ressonância, prolongando o ruído por vários dias. O facto de até um jornal de referência como o Expresso entrar nestes esquemas diz bem da amplitude da rede à qual temos que estar atentos.
Nos programas de debate, para os quais vos posso garantir que não dou um minuto de audiência em direto, limitando-me a ver um ou outro vídeo aqui na blogosfera, o cenário não é melhor. Moderadores que apenas procuram incendiar os ânimos na ansia das audiências. Representantes da santa aliança a trocarem sorrisos e piscadelas de olho, ao mesmo tempo que alternadamente interrompem qualquer tentativa de esclarecimento por parte dos representantes do Benfica. Como bom exemplo do estado a que chegou este tipo de programas temos um debate com Paulo Cristóvão e Fernando Madureira a discutirem os perigos do futebol português. Santa ironia!
É certo que na generalidade a imprensa passa por dificuldades económico-financeiras muito graves, mas não pode valer tudo. As entidades de supervisão, nomeadamente a ERC ou o Sindicato dos Jornalistas têm a obrigação de exercer as funções que lhes estão incumbidas. É inadmissível e vergonhoso o estado persecutório que este tipo de programas atingiu. Se as entidades competentes continuarem a assobiar para o lado deve o governo intervir nesta área. A tragédia está aí à porta.
É no campo da comunicação que assenta a estratégia dos rivais. Não estão interessados em fazer as participações às respetivas entidades competentes. Não lhes interessa que os factos sejam devidamente investigados e julgados por quem de direito. Interessa isso sim, julgar na praça pública numa estratégia de desgaste que os seus peões de brega se encarregam de executar. Dessa forma procuram transformar os seus desejos/delírios em factos.
Benfica Colinho
A campanha do "colinho"
Não é fácil combater o estado atual das coisas. Reproduzo aqui o que escrevi anteriormente e que no meu entendimento deveria se a postura a adotar:
  • Da parte do clube recolocar o foco no trabalho dentro de portas e continuar a ganhar dentro do campo. As nossas vitórias serão o melhor antídoto para todo o veneno destilado pela santa aliança. Percebendo que dentro do Benfica certamente que terão um pensamento semelhante; ainda hoje leio que o presidente declarou: “Só os bons resultados desportivos permitirão consolidar as nossas opções”; torna-se para mim quase incompreensível o desinvestimento desenfreado que se verificou esta época.
  • Da parte dos sócios/adeptos assumir o orgulho no clube, reconhecer o mérito das nossas vitórias; então os últimos dois anos foram mesmo épicos; reconhecer os méritos dum grupo de trabalho que deixou tudo em campo.  Andar de cabeça bem levantada com o orgulho de sermos Tetracampeões mesmo que a época esteja a correr mal; uma coisa não invalida a outra. Não ter pruridos em reclamar das arbitragens, da discriminação na aplicação de castigos ou mesmo do discricionarismo das declarações dos altos dirigentes do nosso futebol. Adeptos à Benfica impõe respeito a qualquer rival.
  • Da parte do grupo de trabalho perceber a importância deste momento. Pode a época não ter sido planeada da melhor forma e o plantel apresentar algumas lacunas, mas mesmo assim existe qualidade para chegar ao sucesso. É recuperar a atitude dos últimos anos e lutar connosco, por nós que bem merecemos, pela reconquista dos títulos que tanto trabalho nos deram na época passada.
No caso mais específico da comunicação penso que a estratégia de falar poucas vezes, mas com assertividade deve ser o caminho a seguir. Não devemos responder à letra, devemos isso sim deixar que os adversários se enredem nas suas próprias palavras, e aí sim, usá-las em proveito próprio. Seja em termos de motivação do nosso grupo de trabalho, seja até em termos comerciais como brilhantemente aconteceu com o chamado “colinho” ou a história dos "emails".
Defendo uma comunicação centrada no Benfica, na sua massa associativa e adepta. Que tenha como objetivo primário a promoção da união entre todas as forças do clube. Que informe com rigor e que coloque o dedo na ferida sempre que tal se justifique. Não quero uma comunicação que assente no lambe botismo ou no culto da personalidade. Quero uma comunicação à Benfica, sobre o Benfica e para os Benfiquistas.
Os sinais que chegam é que o Benfica seguiu por outro caminho e optou pela estratégia de responder à letra à comunicação rival. Não me parece que tenhamos muito a ganhar com isso.

As possíveis motivações para a inversão de estratégia

Quero acreditar que existam dados internos que sustentem esta inversão de estratégia, como estudos de opinião que sustentem um eventual desgaste da imagem do Benfica ou o pressentir que os adeptos estejam a ir na cantiga da santa aliança. Os adeptos do Benfica não são só os que navegam pela internet e que normalmente andam mais informados. Existem outros milhões para quem se calhar será mais efetiva uma estratégia de olho por olho, dente por dente.
Benfica Red Pass
A assertiva campanha do Red Pass
O clube também pode sentir que os agentes desportivos nos estejam a “comer as papas na cabeça” por não nos manifestarmos de forma mais incisiva e frequente.
Não sendo a minha estratégia, procuro entender as motivações de quem dirige a comunicação do Benfica. Que tenham sucesso, porque o sucesso deles será o nosso sucesso.

#naomefodas mode on
  • Fds, a estratégia já tem barbas! Os porcos arrastam-nos para a lama e depois ganham-nos por experiência.
  • Quero que na BTV se fale de BENFICA! Pqp, deixem lá a mrd dos dragartos para os canais deles. Ainda por cima é um canal premium, só nós é que vemos.
  • Custa-me ver gente da comunicação do Benfica em bate-boca com o insolvente nas redes sociais. É dar ao desprezo, crl!
  • De entre tantos milhões não há um crl de um Benfiquista, ou pelo menos alguém sem passado nos rivais, que possa dirigir a comunicação do clube?
#naomefodas mode off

Abraço

sexta-feira, 29 de setembro de 2017


A reflexão que se impõe – A Santa Aliança

Benfica Futebol Marquês Pombal
Só com títulos se combate a Santa Aliança
O momento atual do Benfica justifica uma paragem para refletir no que tem sido o caminho percorrido desde a conquista do Tetra Campeonato. No desporto em geral e no futebol em particular é muito ténue a linha que separa o sucesso do fracasso. Pela fragilidade dessa linha e pela existência de todo um conjunto de variáveis mais ou menos incontroláveis, torna-se arriscado, e por muitas vezes injusto, avaliar os resultados apenas como consequência das opções tomadas.
Tal não invalida, bem pelo contrário, que não devamos procurar analisar todas as opções tomadas e as suas consequências no atingir do objetivo proposto. Por isso numa série de artigos vou abordar um conjunto de áreas, tentando perceber as ideias por trás das decisões tomadas e procurando encontrar novos caminhos e soluções:

A Santa aliança

A ideia de uma aliança entre o Porto e o Sporting como forma de combater a supremacia do Benfica não é uma inovação deste século. Já no mandato de José Roquete esse entendimento tácito era colocado em prática, como revela o antigo presidente do Sporting, João Rocha, ao jornal Record:
- “Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.”.
- “Foi falado no Conselho Leonino e eu disse ao líder da AG para mandar calar sobre essa informação, que foi longe demais. Disse-lhe ainda que o resumo do acordo com o FC Porto devia ser gravado de tão grave que era, porque talvez fosse necessário que essa gravação viesse a ser pública na defesa dos interesses do Sporting e dos seus sócios.”.
Com este histórico e estando o Benfica num ciclo de vitórias impressionante não surpreende ninguém esta, agora assumida, aproximação entre ambos os clubes. Batizada de Santa Aliança, mais não é do que o reconhecimento da grandeza do Benfica e da incapacidade de cada um desses clubes por si só conseguir atingir as desejadas vitórias.
O namoro foi assumido num encontro no Hotel Altis em inícios de maio deste ano numa tentativa desesperada de travar a caminhada do Benfica rumo ao Tetracampeonato. O encontro “secreto” foi precedido de convocatória também ela “secreta” à comunicação social para que todo o país, “secretamente”, tomasse conhecimento do encontro.
Benfica Futebol Santa Aliança
O encontro secreto da treta
O objetivo passava claramente pela tentativa de desestabilizar a estrutura do Benfica na fase decisiva da época. Entretanto havia falhado aquele que era o grande trunfo da santa aliança que era a desejada derrota do Benfica em Alvalade.
Dos objetivos da santa aliança - de cujo comunicado ironicamente consta algo como: “O objetivo comum de Sporting e FC Porto é reformular o futebol português e promover a transparência e a verdade desportiva" - destacam-se os seguintes:
  • Provocar instabilidade interna no Benfica;
  • Causar danos à reputação do Benfica em termos nacionais e internacionais;
  • Enfraquecer o Benfica em termos de patrocinadores;
  • Promover uma narrativa que desvalorize o mérito das conquistas do Benfica associando-as a jogos de bastidores;
  • Marcar a agenda dos programas de comentário desportivo e controlar o desenrolar dos mesmos através da superioridade numérica;
  • Repartir de forma coordenada os ataques ao Benfica e outras instituições, assim como as reações subsequentes a esses mesmos ataques;
  • Utilizar os órgãos de comunicação social e jornalistas “amigos” para fazer eco e prolongar no tempo os ataques lançados;
  • Sistematizar as ações de coação sobre a arbitragem, a justiça, a disciplina, os dirigentes desportivos e inclusive sobre os outros clubes.
Todos estes objetivos têm sido postos em prática ao longo dos últimos meses fazendo com que o futebol português atinja um nível de belicismo nunca antes observado. Ambos os clubes, através dos seus diretores de comunicação e outros agentes propagadores de ruído, mantêm uma agenda mediática contínua que em nada se coaduna com o teor do comunicado conjunto que emitiram.

O que eu penso?

Infelizmente penso que a estratégia tem dado os seus frutos, assentando num controlo dos meios de comunicação social que me parecia de todo impossível em pleno século XXI. Esse controlo resulta em parte na influência direta dos grupos de comunicação social afetos aos dois clubes, que já nem sequer têm a preocupação de disfarçar a sua parcialidade.
A outra forma de controlo, quase impossível de combater, advém do facto dos temas polémicos serem o principal mote para as audiências. Se meter o nome do Benfica pelo meio, então é a cereja no topo do bolo. Em tempo de vacas magras para a imprensa, a santa aliança tem sabido aproveitar bem este facto.
Gostaria que assim não fosse, mas a estratégia tem dado os seus frutos:
  • Pressente-se a instabilidade dentro do clube. Aquela máxima de deixar os cães ladrar enquanto a caravana passa, que tão bom fruto deu, parece posta em causa.
  • A imagem do Benfica vai-se degastando e esperemos que esse desgaste não se reflita nas gerações futuras.
  • A pressão sobre arbitragens, justiça e disciplina tem dado os seus frutos. Em caso de dúvida os árbitros beneficiam a santa aliança, pois não querem passar o resto da semana sob os holofotes. A justiça castiga Samaris, com vários casos similares a passarem em claro. A federação apenas vem dar satisfações quando o vídeo-arbitro fez justiça no jogo do Benfica com o Portimonense e poderia continuar com muitos outros exemplos.
  • Os responsáveis, quer técnicos quer dirigentes, de outros clubes têm declarações pré e pós jogo com o Benfica que não se comparam com a subserviência prestada à santa aliança. O vídeo apresentado pelo treinador adjunto do Portimonense é um bom exemplo disso.
  • Com tantas acusações de manobras de bastidores, os adeptos do Benfica parecem sentir-se inibidos no que diz respeito às queixas de arbitragem, mesmo quando os roubos são descarados. Mais um fator que inclina a tomada de decisão dos árbitros para o lado da santa aliança.
  • Alguns adeptos têm encarnado a narrativa de que as conquistas dos últimos anos não o foram por mérito próprio. Este sentimento tem levado muitos a desvalorizar os méritos de um grupo de trabalho que foi exemplar nas duas últimas épocas, quebrando uma química que foi a base de sustentação das muitas vitórias alcançadas.
Estas são apenas algumas das situações que saltam mais à vista, muito mais haveria por escrever.
Benfica Futebol Imbestigue-se
Um bom exemplo de comunicação

Como reagir

Sem dispor de todos os dados da equação, nem pouco mais ou menos, diria que não é fácil contrariar o panorama atual. Certamente que o Benfica terá gente especializada nas áreas da comunicação e ciências sociais a analisar esta temática e a definir estratégias de curto e médio/longo prazo. Pelo menos assim o espero.
Do meu ponto de vista há três situações que me parecem fundamentais para combater o atual estado de coisas:
  • Da parte do clube recolocar o foco no trabalho dentro de portas e continuar a ganhar dentro do campo. As nossas vitórias serão o melhor antídoto para todo o veneno destilado pela santa aliança. Percebendo que dentro do Benfica certamente que terão um pensamento semelhante; ainda hoje leio que o presidente declarou: “Só os bons resultados desportivos permitirão consolidar as nossas opções”; torna-se para mim quase incompreensível o desinvestimento desenfreado que se verificou esta época.
  • Da parte dos sócios/adeptos assumir o orgulho no clube, reconhecer o mérito das nossas vitórias; então os últimos dois anos foram mesmo épicos; reconhecer os méritos dum grupo de trabalho que deixou tudo em campo.  Andar de cabeça bem levantada com o orgulho de sermos Tetracampeões mesmo que a época esteja a correr mal; uma coisa não invalida a outra. Não ter pruridos em reclamar das arbitragens, da discriminação na aplicação de castigos ou mesmo do discricionarismo das declarações dos altos dirigentes do nosso futebol. Adeptos à Benfica impõe respeito a qualquer rival.
  • Da parte do grupo de trabalho perceber a importância deste momento. Pode a época não ter sido planeada da melhor forma e o plantel apresentar algumas lacunas, mas mesmo assim existe qualidade para chegar ao sucesso. É recuperar a atitude dos últimos anos e lutar connosco, por nós que bem merecemos, pela reconquista dos títulos que tanto trabalho nos deram na época passada.
Só assim poderemos fazer com que a santa aliança se esfume e o futebol português volte a ser um meio minimamente respirável.

#naomefodas mode on
  • Quem se lembrou da treta do desinvestimento no contexto especial que esta época apresenta, devia era aplicar o desinvestimento na sua casa e passar a época a pão e água. Pó crl, pah!
  • Não entrem na narrativa dos fdp dos dragartos. Ninguém dentro de nossa casa o deve fazer. Fechar as portas, fechar a boca, trabalhar muito e dessa forma certamente que a santa aliança entra em insolvência como o outro crl.
  • Foram quatro campeonatos ganhos com muito suor, contra tudo e contra todos, sempre até ao último minuto. Fds, não entramos em campo de cabelo pintado a dez jogos do fim do campeonato. Não crl, foi sempre suadinho. Muito orgulho!
  • Que tem o desdentado a dizer da impossibilidade dos atletas emprestados estarem impedidos “oficiosamente” de defrontar o clube parceiro?
  • Correm uns zunzuns que na santa aliança são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros. Será?!?
#naomefodas mode off

Abraço

Espreite também:

Espreite também: