quarta-feira, 1 de agosto de 2018


Benfica 2 - 3 Lyon - Eusébio os perdoe

Benfica futebol
Onze que deve iniciar a Liga dos Campeões
A receção ao Lyon marcou a despedida do Benfica da International Champions Cup 2018. O jogo disputado no Algarve serviu também para a disputa da Eusébio Cup numa decisão no mínimo controversa já que o King merecia um jogo dedicado exclusivamente ao troféu que leva o seu nome, da mesma forma que o mesmo deveria ser jogado em sua casa, o Estádio da Luz.
No onze apresentado por Rui Vitória já é possível observar que Odysseas ganhou a corrida pela titularidade na baliza. Mais uma vez houve alteração no parceiro do Jardel na dupla de centrais, com Rúben Dias a assumir a titularidade em detrimento de Conti. Do meio campo para a frente repetiu-se a formação que já havia defrontado a Juventus, com a boa notícia da recuperação de Ferreyra após o susto no jogo anterior.

Suplentes: Svilar, Varela, Yuri Ribeiro, Conti, Luisão, Lema, Luís Pinheiro, Alfa Semedo, Samaris, Keaton Parks, Zivkovic, Rafa, Castillo, Seferovic, João Félix e Jonas.

Parada e resposta até ao descontrolo

Começo de jogo equilibrado entre duas equipas que apostaram na pressão alta à saída de bola do adversário e circulação paciente quando em posse. O Benfica aposta no entrosamento em ambas as alas, com André Almeida e Salvio à direita e Grimaldo e Cervi à esquerda para criar desequilíbrios em detrimento do jogo interior. Já o Lyon que pressionava em zonas subidas mas com pouca agressividade, procurava sempre o jogo interior para ultrapassar a defensiva encarnada.
Curiosamente a primeira grande oportunidade do jogo surge numa diagonal de Gedson que se isola pela esquerda mas não conseguiu levar a melhor no um para um com o guarda-redes. Jardel ia dando sinais de dificuldades perante a velocidade dos avançados contrários, mas Odysseas ia dando conta do recado. O jogo entrou numa fase de parada e resposta com Gedson a isolar Salvio sobre a direita com este a atirar ao poste e na resposta Odysseas a defender com dificuldade um remate cruzado do avançado contrário. Logo de seguida é André Almeida a acertar no poste.
Benfica Fejsa
Fejsa já se encontra num bom momento
À entrada dos últimos minutos da primeira parte o Benfica parece que desligou do jogo e permitiu vários ataques aos franceses. O Lyon não se fez rogado e faz dois golos quase de rajada. Primeiro num cabeceamento imponente na sequência de um pontapé de canto e depois num bonito remate executado ao segundo poste. O Benfica procurou minimizar os prejuízos mas a reação limitou-se a um remate inofensivo de Cervi que nem na baliza acertou.

Recuperação incompleta

No reatamento Rui Vitória fez entrar Conti, Zivkovic e Castillo para os lugares de Rúben, Cervi e Ferreyra. Acredito que estas sejam as dúvidas que o treinador mantém para a estreia na Liga dos Campeões. Os dois golos do Lyon antes do intervalo alteraram o cariz do jogo levando a que os franceses baixassem o bloco e o Benfica por seu lado passou a procurar o golo com mais afinco.
Foi um Benfica muito dinâmico que regressou dos balneários e essa dinâmica traduziu-se em lances de perigo. Logo no primeiro minuto Pizzi acerta novamente no poste após excelente jogada coletiva. Logo de seguida o mesmo Pizzi remata já dentro da área mas a bola sofre um desvio para canto. Como à terceira é de vez, Pizzi acaba mesmo por fazer o primeiro para o Benfica na conclusão de mais uma excelente jogada. Era o melhor momento dos encarnados e logo de seguida um cruzamento da esquerda de Zivkovic é desviado para dentro da baliza por um defesa contrário. Estava feito o empate e esperava-se a reviravolta.
Benfica Gedson Fernandes
Gedson esteve perto de abrir o marcador
O Lyon reage ao empate e volta a assumir uma postura mais pressionante que acaba por reequilibrar a partida. As muitas mexidas operadas também ajudaram a quebrar o ímpeto benfiquista. As oportunidades começaram a escassear e tudo apontava para uma decisão nas grandes penalidades quando na única vez que se aproximaram da baliza de Odysseas os franceses chegam ao terceiro golo. Depois disso meteram o jogo no congelador e acabaram por vencer o desafio e a Eusébio Cup.
Este foi o último jogo da pré-época e foi também o primeiro resultado negativo. Comparativamente com anos anteriores esta pré-temporada correu de forma mais positiva embora não tenha faltado a novela do costume quanto a aquisições. Esperemos que esta derrota sirva pelo menos para aumentar os níveis de alerta para as dificuldades que aí vêm. Venham de lá os turcos.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Terceiro golo do Lyon: Quando nada o fazia prever o Lyon volta à dianteira do marcador e conquista a Eusébio Cup, impedindo a festa dos milhares de adeptos presentes no Estádio do Algarve. 
Prémio Pablo Aimar
Pizzi: Este Pizzi que deambula com critério pelo último terço do terreno tem sempre lugar no Benfica. Os seus movimentos nas costas da defesa são um dos principais abre-latas da equipa.
Prémio Bruno Cortez
Caso Jonas: Não sei se é um "caso" ou não, mas não ter o melhor jogador da liga no onze titular na véspera dos dois jogos mais importantes da época é de lamentar.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Foram mais os sinais positivos dados pela equipa nesta fase de preparação do que os negativos. Agora que vai começar a doer há que incrementar os positivos e erradicar os negativos. O nível em que vamos entrar não se compadece com falhas de concentração.
  • O Gedson individualmente faz bem tudo o que tem que fazer, parece-me é que ainda está muito deslocado do que é a equipa coletivamente. Certamente que vai chegar lá, mas o futuro decide-se já terça-feira.
  • Parece que no fim dos treinos do Benfica fazem aquela cena de quem acertar no poste pode ir tomar banho. Depois admiram-se da pontaria afinada ;-)

Abraço

sábado, 28 de julho de 2018


Benfica 1 - 1 Juventus - À lei da bomba!

Benfica adeptos
Uma festa para os nossos Emigrantes
O segundo jogo do Benfica na International Champions Cup teve lugar no Red Bull Arena em Harrison, Estados Unidos. Pela frente apanhou a equipa de Juventus que no jogo anterior tinha vencido o Bayern de Munique por dois golos sem resposta. O Benfica vinha do empate frente ao Dortmund, com vitória nos penaltis que lhe valeram dois pontos na competição.
Continuam as dúvidas na baliza e no parceiro do Jardel no eixo central. O trio do meio campo parece bem definido já que não tem sido alterado por Rui Vitória ao longo de toda a pré-temporada. Na frente a aposta recaiu no trio que jogou a segunda parte frente ao Dortmund, realçando as dúvidas que ainda vão na cabeça do treinador benfiquista.

Suplentes: Svilar, Varela, Ebuehi, Luisão, Rúben Dias, Lisandro, Lema, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo, Samaris, Keaton Parks, João Félix, Zivkovic, Rafa, Jonas, Seferovic e Castillo.

Dono da bola, dono do jogo

Mais um jogo de dificuldade elevada mais um bom arranque de partida por parte do Benfica. Mais uma vez privilegiou-se a posse de bola, com saídas a jogar sempre rente à relva e circulação segura embora cada vez mais em progressão. A diferença para os outros jogos é que a bola circula com mais velocidade e objetividade. A Juventus pareceu aceitar este domínio do Benfica e nunca foi particularmente agressiva ou pressionante.
Benfica Alex Grimaldo
Excelente golo de Grimaldo
O primeiro lance de verdadeiro perigo surge dum excelente passe de Pizzi para as costas da defensiva dos italianos com Salvio a não conseguir vencer o duelo com o guarda-redes. Na resposta a Juventus dispôs da única oportunidade desta primeira parte mas a bola passou por cima da barra. Depois foi Conti que numa bola parada não conseguiu concluir da melhor forma. Da pressão alta de Gedson surge a melhor oportunidade para o Benfica mas o remate com o pé esquerdo sai ao lado da baliza.
Já perto do fim da primeira parte surge e lesão de Ferreyra num choque involuntário com Jardel que se espera que não seja grave. Castillo entrou para o seu lugar e assistiu-se a um deixar correr do jogo até ao intervalo. Registo apenas para uma boa incursão de Salvio pela direita que quase provocava o autogolo de um defesa italiano.

Golos de levantar o estádio

A Juventus entrou com outra disposição na segunda parte, criando finalmente dificuldades à equipa benfiquista. Foi altura, também finalmente, de Odysseas ser posto à prova com a camisola do Benfica. Acabou por dar conta do recado sempre que foi chamado a intervir, em algumas ocasiões com brilhantismo. O Benfica reagiu como lhe competia e Cervi de livre direto e Gedson após assistência de Castillo deram o sinal do que estava para chegar.
Benfica Odysseas Vlachodimos
Odysseas deu confiança no primeiro teste a sério
O que chegou foi um golaço de Grimaldo na conversão de um livre direto. Remate muito bem colocado que não deu qualquer hipótese de defesa ao guarda-redes adversário. Após o golo verificaram-se bastantes alterações que acabaram por deixar o jogo meio partido. A Juventus procurou o golo do empate que esteve perto de acontecer num cabeceamento à barra da baliza de Odysseas. Não aconteceu aí, aconteceu logo de seguida em mais um grande golo com um remate espetacular do esquerdino italiano.
Até ao final do jogo ambas as equipas procuraram chegar à vitória mas o empate acabaria por ser o resultado final. Nos penaltis acabou por vencer a Juventus por 4-2. É o segundo empate consecutivo do Benfica frente a adversários fortíssimos, não são vitórias, mas são resultados moralizadores para os jogos a "sério" que se aproximam. Venha daí a Eusébio Cup.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Golo de Grimaldo: Senhoras e senhores coloquem o golo em loop e desfrutem deste soberbo remate mesmo para o sítio onde a coruja faz o ninho. 
Prémio Pablo Aimar
Personalidade: O Benfica tem-se apresentado em campo de forma personalizada, pouco impressionado com o nome do adversário. Fiel aos seus princípios de jogo, procura assumir o controlo do mesmo desde os primeiros minuto.
Prémio Bruno Cortez
Lesão Ferreyra: Mais uma lesão, desta vez do reforço mais sonante. Esperemos que não seja nada de grave e esteja disponível já para a próxima partida.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Estava eu a pensar ao intervalo: quando é que vamos defrontar uma equipa verdadeiramente forte para podermos aquilatar do valor do Odysseas? Acabou por acontecer na segunda parte e para já o balanço é positivo.
  • A pressão alta do Gedson com a recuperação de várias bolas no meio campo adversário começa a ser uma imagem de marca deste Benfica.
  • Está visto que nestes primeiros jogos da época vamos ter a equipa em 4-3-3. Jonas, Ferreyra e Castillo vão ter que lutar pela vaga disponível.
  • Mais um jogo, mais uma vez Cristiano Ronaldo fica a zeros contra o Benfica ;-)

Abraço

quinta-feira, 26 de julho de 2018


Benfica 2 - 2 Dortmund - Acreditar!

Benfica festeja golo
É disto que o meu povo gosta!
Foi nos Estados Unidos, mais concretamente em Pittsburgh que o Benfica fez a estreia na International Champions Cup 2018, tendo como adversário os Alemães do Borussia de Dortmund. Mais uma vez o prestígio do Benfica levou a melhor sobre a campanha de difamação que já dura há vários meses, mas não consegue sequer beliscar o bom nome do Glorioso, que voltou a ser convidado para a prestigiada competição.
O onze apresentado por Rui Vitória começa a estabilizar. No sector defensivo a titularidade deverá estar reservada para o quarteto da última temporada com a dúvida a subsistir apenas na baliza. O trio do meio-campo também parece definido com a aposta em Gedson a ganhar força. Na frente muitas experiências nas alas e a dúvida quanto ao ponta de lança a utilizar, parecendo que Castillo começa a ganhar alguma vantagem.

Suplentes: Odysseas, Yuri Ribeiro, Conti, Lema, Tyronne Ebuehi, Alfa Semedo, Samaris, Salvio, Cervi, Ferreyra e Jonas.

Se vacilas, sofres

O Benfica começou esta partida procurando o domínio do jogo, através combinações que privilegiavam a posse de bola e uma pressão alta que levava à recuperação da mesma rapidamente. Esta postura criou algumas dificuldades ao Dortmund, que pareceu surpreendido com o atrevimento benfiquista. Ainda assim, mais uma vez, o domínio não se traduziu em oportunidades de golo registando-se apenas alguns lances de bola parada a fazer chegar a bola à área adversária.
Benfica André Almeida
André Almeida considerado o homem do jogo
Perto dos vinte minutos de jogo, e quando já se registava maior equilíbrio, o Dortmund faz dois golos em dois minutos em dois lances começados pelo lado esquerdo do seu ataque. No primeiro a defensiva encarnada revelou pouca contundência no ataque à bola, e no segundo uma desconcentração de Rúben Dias colocou o jogador em jogo e este não perdoou.
Até final da primeira parte o Benfica procurou voltar ao jogo, mas acusou algum desgaste anímico. Ainda assim esteve perto do golo num dos muitos lances em que Gedson pressionou alto e obrigou o guarda-redes a jogar mal, permitindo a Pizzi colocar a bola na baliza deserta, mas a mesma ressaltou num defesa contrário.

Bons sinais para o que aí vem

A segunda parte trouxe uma frente de ataque completamente renovada com Salvio, Ferreyra e Cervi a ocuparem os lugares de Zivkovic, Castillo e Rafa. Mais uma vez o Benfica entra forte e dominador e desta vez mais contundente e acutilante no último terço do terreno. Fruto desta boa entrada chega ao empate num bom lance concluído por André Almeida. Este golo teve o condão de fazer acreditar a equipa de que a reviravolta era possível.
Benfica Mile Svilar
Svilar defendeu uma grande penalidade
Perto da hora de jogo entram Yuri, Samaris, Alfa e Jonas, passando o Benfica a atuar em 4-4-2, com Jonas no apoio a Ferreyra. As mexidas não quebraram o ritmo do jogo, muito pelo contrário. Jonas traz sempre critério e classe ao jogo, mas foi Alfa quem mais mexeu com o mesmo. Trouxe vigor físico e poder de choque ao meio campo, e discernimento na circulação da bola. A sua boa entrada foi premiada com um bonito golo. Após o empate houve ainda tempo para as entradas em campo de Lema e Ebuehi que pouco tempo tiveram para se mostrar.
O resultado não sofreu alterações e nas grandes penalidades o Benfica acabou por se superiorizar por 4-3. Assistimos a um excelente teste perante um adversário poderosíssimo numa pré-época em que as dificuldades têm vindo em crescendo, e assim continuará a ser. Venha agora a Juventus para ajudar a equipa a elevar ainda mais os níveis de competitividade.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Golo do André Almeida: Este golo que materializou um bom início de segunda parte catapultou a equipa para uma boa exibição. 
Prémio Pablo Aimar
Intensidade: Muito bem a equipa em termos de intensidade de jogo dando sinais que chegará forte ao decisivo apuramento para a Champions League.
Prémio Bruno Cortez
Desconcentrações defensivas: Num momento em que o Benfica parecia controlar o jogo, duas desconcentrações em dois minutos resultaram em dois golos sofridos. É assim com este tipo de adversários.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Será Alfa Semedo o oito que a equipa precisa? Tem sido visto como a alternativa ao Fejsa, mas também tem atributos para jogar mais adiantado.
  • Não seria melhor concentrar as atenções na contratação de um verdadeiro reforço para a baliza? Andam entretidos com o oito quando a maior lacuna não parece ser aí. Não esquecer que ainda temos Krovinovic.
  • Apesar do bom jogo do Benfica fica-me sempre a ideia que o fosso entre o futebol português e o alemão é enorme. Tal apenas realça o bom desempenho da equipa.

Abraço

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