domingo, 6 de janeiro de 2019


Benfica 4 - 2 Rio Ave: Canivete suíço

Benfica Seferovic
Seferovic restabeleceu a confiança da equipa
A 16ª jornada penúltima jornada da primeira volta da Liga NOS 2018/19 marcou o início de um novo ciclo para o Benfica após a passagem de Rui Vitória pela liderança técnica do clube. Curiosamente o adversário, o Rio Ave, também se apresentou em campo com um novo treinador após a saída do seu anterior técnico para Inglaterra. A alteração técnica foi mais um aliciante para levar os adeptos ao Estádio da Luz numa soalheira tarde de inverno.
Bruno Lage foi o eleito para assegurar a condução da equipa nesta fase que em princípio será de transição até à chegada de um novo técnico. O treinador procedeu a alterações, quer nos jogadores utilizados, quer na estrutura da equipa, ao jogar com dois avançados no centro do ataque. Salvio recuperou a titularidade na direita em detrimento de Zivkovic, Seferovic ocupou a vaga do castigado Jonas e João Félix jogou no apoio direto ao ponta-de-lança remetendo Gedson para o banco dos suplentes.

Benfica vs Rio Ave - Liga NOS 2018/19
Suplentes: Svilar, Samaris, Gedson, Krovinovic (88'), Zivkovic (61'), Ferreyra (72') e Castillo.

Início periclitante e boa reação

Os visitantes entraram em campo de forma agressiva procurando agudizar os problemas de confiança que o Benfica pudesse apresentar. Reagiu bem o Benfica e foi controlando os movimentos do adversário ao mesmo tempo que se ia aproximando cada vez mais de zonas de finalização. Cervi dispõe de uma excelente oportunidade ao aparecer isolado mas tentou o controlo da bola em vez do chapéu de primeira ou mesmo a assistência para João Félix. O mesmo João Félix tem um cabeceamento ao segundo poste mas a bola sai à figura do guarda-redes.
Benfica Fejsa
O Benfica precisa do melhor Fejsa
O Rio Ave, num filme várias visto várias vezes nesta temporada, faz dois golos nas duas primeiras vezes que remata à baliza contando com a colaboração da passividade da defensiva encarnada em ambos os golos. O Benfica abanou mas com o apoio dos adeptos foi começando a reagir e, tal como o Rio Ave havia feito, faz dois golos de rajada.
Ambos os golos contaram com a intervenção decisiva de Seferovic, no primeiro num excelente recorte técnico antes de finalizar e no segundo numa jogada de insistência em que acaba por servir João Félix que fuzilou a baliza adversária. Estava feito o empate antes do intervalo numa reação cheia de coração por parte da equipa num momento em que a qualidade de jogo ainda não é a melhor.

Transições mortíferas

A segunda parte começa com uma jogada "maradoniana" de Grimaldo que termina com a bola a embater no poste, evitando um golo que seria monumental e daria à equipa a tranquilidade que necessitava. O jogo estava repartido com ambas as equipa a procurarem o golo que as colocasse em vantagem no marcador. Interessante de seguir, neste jogo de parada e resposta era o Rio Ave quem mais situações de perigo real ia criando.
Benfica Grimaldo
Grimaldo esteve perto de um golo à Maradona
A meio da segunda parte Zivkovic, que havia entrado para o lugar de Cervi, arranca pela esquerda e com um cruzamento que é imagem de marca permite a João Félix, com um toque subtil, consumar a reviravolta. Os forasteiros não deitaram a toalha ao chão e procuraram restabelecer a igualdade, mas um contra-ataque perfeito terminou com Seferovic a fazer o segundo da sua conta pessoal e o quarto do Benfica.
Apesar da diferença de dois golos o jogo não baixou de intensidade e foi agradável de seguir até ao apito final embora o marcador se mantivesse inalterável. Houve tempo ainda para o regresso de Ferreyra aos relvados e para que Krovinovic somasse mais alguns minutos de jogo.
Vitória muito importante e moralizadora dadas as circunstâncias em que ocorreu, com reviravolta em resposta aos dois golos de desvantagem. Seguem-se cinco dias até ao próximo desafio nos Açores frente ao Santa Clara que devem ser aproveitados para arrumar a casa da melhor forma possível.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Primeiro golo: O primeiro golo de Seferovic deu à equipa a crença que estava a necessitar. Destaque ainda para o excelente gesto técnico de um jogador que mereceu plenamente esta exibição por toda a entrega que tem apresentado esta época. 
Prémio Pablo Aimar
João Félix: Respondeu à confiança do treinador com uma excelente exibição coroada com dois golos. É nesta posição que tem a possibilidade de explanar todas as suas capacidades. Quando à qualidade junta a atitude...
Prémio Bruno Cortez
Processo defensivo: Costuma-se dizer que os ataques ganham jogos, mas as defesas é que ganham os campeonatos. Além da melhoria do processo parece haver uma necessidade imperial de contratar qualidade indiscutível para as posições defensivas.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Ficam aqui os meus agradecimentos a Rui Vitória pelos vários títulos conquistados ao serviço do Benfica, nomeadamente dois dos três campeonatos que mais festejei ao longo da minha vida. O outro foi o dos 3-6 em Alvalade.
  • Reviravolta muito saborosa por parte da equipa. Tem mais que ver com o habitual alento que se segue às chicotadas do que com qualquer alteração estrutural, mas ainda assim é um incremento de confiança que a equipa bem necessitava e retira alguma pressão para os próximos dias.
  • Com o calendário de janeiro o Benfica está sem tempo para hesitações. Nos próximos dias há que decidir se vem um novo treinador ou apostam definitivamente em Bruno Lage. Do meu ponto de vista no atual estado do futebol português o Benfica precisa de um treinador de créditos firmados.
  • Era interessante fazer a análise aos resultados e exibições dos adversários do Benfica nos jogos subsequentes.
Abraço

terça-feira, 27 de novembro de 2018


Bayern 5 - 1 Benfica - Aspirina para o Bayer(n)

Benfica
Esse emblema merece todo o respeito
A 5ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 2018/19 levou o Benfica ao Allianz Arena para defrontar os alemães do Bayern de Munique. Jogo de primordial importância para ambas as equipas dado o momento menos positivo que atravessam, com ambos os treinadores a serem alvo de contestação. Ainda assim mais confortável o Bayern do que o Benfica, que precisava de uma vitória e que o Ajax não vencesse na Grécia para manter vivo o sonho da continuidade em prova.
O treinador do Benfica apostou no mesmo onze que defrontou o Tondela no último jogo da Liga NOS. Conti voltou a fazer dupla de centrais com Rúben Dias. O brasileiro Gabriel dividiu o meio campo com Fejsa e Pizzi. Na frente de ataque os irrequietos Rafa e Cervi foram os escolhidos para fazer companhia a Jonas.

Bayern Munique vs Benfica - Liga dos Campeões
Suplentes: Svilar, Alfa Semedo (76'), Gedson (46'), Krovinovic, Zivkovic, Seferovic (59') e Castillo.

Muito, muito pobre

Um jogo entre duas equipas com défice de confiança só podia começar com ritmo lento a privilegiar a segurança em detrimento do risco. Foi assim que durante o primeiro quarto de hora a bola não se aproximou de nenhuma das balizas embora o Bayern apresentasse alguma supremacia territorial. Na primeira vez que alguém acelera o ritmo de jogo, Robben abre o ativo com em grande remate ao segundo poste após fazer gato-sapato de meia equipa benfiquista.
Benfica
Esta superioridade nunca foi uma realidade
Apesar do golo sofrido o Benfica foi incapaz de alterar o rumo da partida. Futebol sem qualquer progressão, sempre muito lateralizado, mesmo após recuperar a bola em zonas ofensivas a primeira preocupação era atrasar a bola para a defesa para dar início à circulação de bola estéril que tem sido apanágio da equipa. Já o Bayern recuperou alguma da confiança perdida e podia ter chegado ao segundo não fosse a boa defesa de Odysseas a remate de Lewandowski.
Não foi preciso esperar muito para aparecer o segundo e novamente por Robben que numa transição rápida volta a concluir com mais um remate muito bem colocado. Odysseas volta a negar um golo ao defender para canto um cabeceamento de Muller. Não valeu de muito já que na sequência do pontapé de canto Lewandowski faz o terceiro para o Bayern. Primeira parte muito pobre da parte do Benfica que não incomodou por uma única vez a defensiva contrária.

Muito, muito, muito pobre

Começou da melhor forma a segunda parte deste jogo, com o recém-entrado Gedson a concluir com frieza uma assistência de Jonas logo no primeiro minuto. O golo deu a esperança de uma resposta da equipa que defendesse minimamente o prestígio do Benfica. Nada mais errado já que quase de seguida o Bayern volta a marcar, mais uma vez na sequência de um canto.
Benfica
Das poucas vezes que vimos o guarda-redes do Bayern
Durou pouco a moral benfiquista e o resto do jogo foi um longo bocejo com o Bayern a controlar e o Benfica completamente incapaz de causar danos ao adversário. Os alemães ainda fizeram o quinto golo em mais uma jogada em que a defensiva encarnada se limitou a ver jogar. Felizmente não aceleraram e o marcador não atingiu números ainda mais escandalosos.
Apesar da eliminação da Liga dos Campeões fica de positivo a garantia da continuidade na Liga Europa que esperemos permita somar os pontos cada vez mais importantes para o ranking. Já nem falo em expectativas nessa prova, passo a passo. Agora vem o Feirense no próximo sábado no Estádio da Luz que importa encarar com a devida responsabilidade.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Apito final: Mais uma vez o momento do jogo foi quando o árbitro apitou para o final. Acabou com o sofrimento que foi assistir mais uma partida penosa por parte do Benfica. 
Prémio Pablo Aimar
Golo de Gedson: Fica de positivo apenas mais um golo de Gedson nesta Liga dos Campeões.
Prémio Bruno Cortez
Rui Vitória: A equipa é a imagem do seu treinador: insegura, amorfa, conformada, desresponsabilizada, etc, etc.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Escrevi aqui há tempos que quem dirige o clube deveria indagar do apoio do plantel ao treinador e decidir em consonância. Hoje entendo que não há outro caminho que não a mudança de treinador. Se os jogadores não estão com o treinador é óbvio que deve sair. Se estão com ele e dão a resposta que deram hoje, é óbvio que precisam de um outro treinador que seja capaz de os meter na linha.
  • Deixem o Fernando Santinhos usar e abusar do Rúben Dias na seleção com 100% de minutos jogados. Dêem-lhe mais 90  minutos com o poderoso Arouca. Depois peçam-lhe para se impor na luta com um monstro como o Lewandowski.
  • Este Benfica é uma equipa à imagem de Jesus, até mortos ressuscita. Se a aspirina é da Bayer, o Benfica foi uma autêntica aspirina para o Bayern.
  • Alguém sabe o que é feito do Eliseu? Que saudades! Já agora, as saudades do Luisão também já são muitas.

Abraço

quarta-feira, 22 de novembro de 2017


CSKA vs Benfica - Conformismo insuportável!

Benfica Champions League
Que não se chute esta exibição para canto
Foi no frio da Rússia que o Benfica procurou somar os primeiros pontos nesta edição da Liga dos Campeões. Após quatro derrotas em outros tantos jogos esperava-se um resultado que devolvesse alguma dignidade à participação nas competições europeias desta temporada.
Foram muitas as alterações promovidas por Rui Vitória em relação ao último jogo com o Vitória de Setúbal. André Almeida, Eliseu, Salvio, Fejsa, Filipe Augusto e Diogo Gonçalves fizeram parte do onze titular neste importante desafio.
Onze inicial: Varela, André Almeida, Luisão, Jardel, Eliseu (Zivkovic 83'), Fejsa, Filipe Augusto (Raúl Jiménez 59'), Pizzi, Salvio, Diogo Gonçalves (Cervi 45') e Jonas.
Suplentes: Fábio Duarte, Lisandro López, Samaris, Zivkovic, Cervi, Seferovic e Raúl Jiménez.

Má entrada castigada com golo ilegal

A entrada em jogo do Benfica numa partida em que jogava tudo para manter uma réstia de esperança esteve muito longe de ser a melhor. Verificaram-se mais uma vez muitas perdas de bola na primeira fase de construção que provocaram muita instabilidade na equipa. Sempre que o CSKA entrava no último terço do terreno a tremedeira na defensiva encarnada era uma constante. É assustador a facilidade com que os adversários aparecem em diagonais entre os laterais e centrais do Benfica.
Foi assim sem surpresa que os moscovitas se adiantaram no marcador perto do primeiro quarto de hora de jogo. Mais uma vez a bola metida entre a linha defensiva encarnada com o jogador do CSKA a não perdoar no frente a frente com Varela. A repetição mostra que o lance é irregular por fora de jogo do jogador russo. O Benfica até respondeu bem no imediato com uma boa oportunidade de Jonas na cara do guarda redes adversário. Até ao intervalo registo para uma grande defesa de Bruno Varela.
Benfica Futebol Bruno Varela
Bruno Varela escapou ao descalabro

Falta de alma, falta de tudo!

A segunda metade até parece começar bem com um livre perto da área do CSKA que poderia trazer algo de positivo. Como quase sempre nas bolas paradas do Benfica o lance acaba por ser inofensivo. Pouco tempo depois surge o segundo golo russo numa infelicidade de Jardel que introduziu a bola na própria baliza. Mais um lance que caracteriza bem o que tem sido esta caminhada na Champions. 
A partir do golo foi ver a equipa a jogar num ritmo sempre lento, numa posse de bola estéril que cansa só de ver. A falta de agressividade, de chama, de mudanças de ritmo, de movimentação dos jogadores sem bola, a falta de expressão no rosto dos jogadores como quem já está conformado, é algo de insuportável para quem sente este Clube. Podemos perder, mas nunca com esta passividade e conformismo.
Tem sido uma qualificação com muitos erros de arbitragem? Tem, sim senhor. Tem havido lances de infortúnio? Tem, sim senhor. Era possível fazer melhor? Era, sim senhor. Devemos esquecer esta participação na Liga dos Campeões? Claro que não, muito pelo contrário. Há que refletir, quer treinador, quer jogadores, quer dirigentes. Há que fazer algo enquanto ainda há vários objetivos por conquistar.
Visto de fora o que se sente é que as relações entre o grupo de trabalho já tiveram melhores dias. Se se quebrou a confiança entre jogadores e treinadores há que tomar as medidas apropriadas. Não podemos continuar a assobiar para o ar.
Benfica liga dos campeões
Árbitros alemães não perdoam peitaça de Luisão

#naomefodas mode on  
  • Ó Mister, vens falar de estatísticas? Vai dar água ao burro! 
  • Temos um rendimento fantástico nas bolas paradas. Até temos um crl de um canto "à Vitória" e tudo, por isso nada como insistir nos mesmos a marcar. Pqp!  
  • O preparador físico ainda não regressou de férias? Arranjem alguém, sff.
  • No geral até achei boa arbitragem, mas lá fica mais um lance irregular a somar a tantos outros nesta prova. Desde que o Luisão deu a peitaça ao alemão os compatriotas deste não perdoam.
#naomefodas mode off

Venha o próximo e viva o Benfica!!!

Destaques do Baralho

REI: Sei lá – Diz que é a versão portuguesa de "O Sexo e a Cidade". Sei lá se é ou não.
ÁS:  co – Asco é o sentimento que fica desta exibição.
SENA: Adeptos russos – Grandes malucos em tronco nu com aquelas temperaturas.
DUQUE: Conformismo – Conformismo é antónimo de Benfica. Não permitam que se implante no clube.

Abraço

segunda-feira, 14 de agosto de 2017


Chaves vs Benfica - Justiça ao cair do pano

Seferovic dá verdade ao resultado

Seferovic, golo de antologia
Seferovic, golo de antologia
Romaria vermelha até Trás-os-Montes para assistir ao encontro frente ao Desportivo de Chaves. Lotação esgotada e muita espectativa para ver como se comportava o Benfica na sua primeira deslocação da Liga NOS 2017/18.
Fique aqui a par das incidências do encontro, do desempenho dos atletas. Análise ao desenrolar do jogo, aos altos e baixos de partida e também aos destaques individuais.
Rui Vitória apostou no mesmo onze que iniciou a liga frente ao Sporting de Braga, até porque continua a não contar com o castigado Samaris e vários outros lesionados.
Onze inicial: Bruno Varela, André Almeida, Luisão, Jardel, Eliseu, Fejsa, Pizzi, Salvio, Cervi, Jonas e Seferovic.
Suplentes: Paulo Lopes, Lisandro, Filipe Augusto, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Rafa e Raúl.

Desperdício sem jogar bem

O início da primeira parte até foi prometedor com um bom ritmo de jogo e bom ambiente nas bancadas, mas não se assistiu a um jogo dominador por parte do Benfica, como se esperava. Mesmo sem se assistir a um domínio claro as oportunidades foram-se sucedendo quase sempre através de Salvio. Primeiro um remate de pé esquerdo, depois um bom remate defendido pelo guarda-redes, a seguir divide a bola com o mesmo guarda-redes, mas o defesa do Chaves corta em cima da linha, depois tem um chapéu onde deve fazer muito melhor e termina com mais um remate quando devia assistir um colega.
Salvio, irreverência e desperdício
Salvio, irreverência e desperdício
O Chaves apareceu mais afoito no último quarto de hora embora sem causar grandes problemas. Os alas do Chaves superiorizaram-se quase sempre aos laterais do Benfica criando intranquilidade ao sector mais recuado. Irreconhecível Eliseu neste capítulo, melhorou na segunda parte, ele que faz da regularidade a sua imagem de marca.
Nos últimos minutos aparece Jardel num bom cabeceamento e Seferovic com duas boas oportunidades. Na primeira permite a intersecção do defesa e na segunda precipitou-se já que tinha companheiros melhor colocados.
Uma primeira parte onde Pizzi jogou sempre muito recuado, quase sempre ao lado de Fejsa, e onde praticamente não ganhamos uma bola fruto de pressão alta ou uma segunda bola.

Justiça ao cair do pano

Início de segunda parte frenético com remate perigoso de Jonas, grande defesa de Bruno Varela a negar o golo ao Chaves e no mesmo minuto remate de Jonas ao poste. O Benfica manteve a pressão e beneficiou de uma série de cantos consecutivos, mas estes lances continuam a ser inofensivos no Benfica.
Continuou a pressão encarnada com boas oportunidades por Cervi, boas cabeçadas de Jardel, Seferovic e Luisão, mas o golo continuava sem aparecer. De seguida o Benfica quase chega ao golo por intermédio de um defesa do Chaves que interceptou para a sua própia baliza um cruzamento de Salvio.
No último quarto de hora o Chaves refresca o meio campo e o Benfica deixa de chegar com perigo à baliza adversária. Aparece o antijogo e o nervosismo com o aproximar do final da partida, com a equipa a apresentar alguma descrença.

Explosão de alegria

Já nos descontos chega o merecido golo, e que golo. Seferovic com um toque habilidoso faz a bola passar por entre as pernas do guarda-redes e provoca a grande explosão nas bancadas. Justo, pelo volume de jogo, pelas oportunidades e pelos adeptos que tudo merecem.

#naomefodas mode on
Fdx Seferovic, como é que consegues curar as lesões daqueles crls todos só com um toque na bola. E sem vaselina!
Ó Rui, vê lá se atinas, isto de tirar o Cervi só pra gozares com os dragartos podia ter dado mau resultado. Deixa-te de mrds.
#naomefodas mode off

Venha o próximo e viva o Benfica!!!

Destaques do Baralho

REI: Seferovic – Um toque de classe para curar o reumatismo dos flavienses.
ÁS: Salvio – Dado o volume de oportunidades à qual esteve ligado, merece este destaque. Demonstra uma disponibilidade e irreverência a fazer lembrar o “velho Salvio”. Pena o desperdício.
SENA: Paragem pró refrescoUm jogo que começa às 21:00h tem que ser parado para tomar um refresquinho!? Não brinquem com o futebol.
DUQUE: Vídeo-árbitro – Estava a jogar Tétris?

domingo, 30 de julho de 2017


Benfica vs RB Leipzig - Bom prenúncio!

Começar mal para acabar bem?

Franco Cervi sempre em movimento
Menos de 24 horas após o jogo com o Arsenal para a Emirates Cup, o Benfica voltou a entrar em campo, desta vez para defrontar o vice-campeão alemão, o RB Leipzig. Como seria de esperar Rui Vitória apresentou um onze praticamente novo em relação ao jogo da véspera. Apenas Franco Cervi repetiu a titularidade, sendo algo incompreensível que tenha estado em campo até aos 75 minutos de jogo.
Os primeiros minutos até prometeram um bom jogo, com o Benfica a procurar assumir o jogo e o RBL a deixar jogar, pressionando apenas à entrada do seu meio campo. Foi sol de pouca dura, já que rapidamente se entrou no ritmo típico dos jogos onde apenas está em disputa o 3º e 4º lugares.
Até ao intervalo registo apenas para o golo do RBL. Um golo que voltou a demonstrar as dificuldades do Benfica para controlar as costas dos laterais, com o RBL a aproveitar bem o espaço entre central e lateral. Realce para a boa finalização do avançado do Leipzig.
A segunda parte foi mais do mesmo, um jogo quase sempre muito lento e desligado. Foi o RBL novamente a chegar ao golo em mais uma boa finalização que não deu qualquer hipótese a Bruno Varela.
Melhorou um pouco o Benfica com as substituições, tendo finalmente rematado com perigo à baliza aos oitenta minutos de jogo! Houve ainda tempo para uma cabeçada ao poste por parte de Lisandro López.
#naomefodas mode on
Realizamos o crl do último jogo da pré-época e ainda temos tanta fdp de indefinição!!!
Realizamos o crl do último jogo da pré-época e ainda não temos um fdp de um reforço de jeito!!!
Realizamos o crl do último jogo da pré-época e ainda não tivemos a mrd de um jogo com o onze base!!!
Fds, não temos direito a um crl de um jogo que nos encha a alma?
#naomefodas mode off
Terminam assim os jogos de pré-época com um sabor amargo na boca, o que tendo em conta os últimos anos não deixa de ser um bom prenúncio. Tenhamos fé irmãos.


Destaques do Baralho

REI: Eu – Aos 85 minutos de um jogo onde não tivemos uma oportunidade de golo, ainda acreditava que íamos ganhar 3-2. Doença.
ÁS: De Paus – Como diria o Cota do Bigode, pau no cu de quem nos faz sofrer desta maneira.
SENA: Estádio da Luz muito despido Só que não ;-)
DUQUE: Lisandro López –Apesar de gostar da postura dele dentro do grupo de trabalho, lá dentro não dá. E como o que interessa mais é lá dentro…

sábado, 29 de julho de 2017


Arsenal vs Benfica – Toca a investir

Desequilíbrios que se impõe retificar

Sálvio em acção no Benfica vs Arsenal
Sálvio em acção no Benfica vs Arsenal
A presença do Benfica na Emirates CUP começou com este jogo frente à equipa da casa. A particularidade de haver um jogo menos de 24 horas após este certamente que cria dificuldades ao treinador na gestão do duplo desafio, com a agravante de serem dois adversários de campeonatos onde os ritmos elevados são uma constante.

Parece-me que Rui Vitória apostou numa equipa que será a base do onze titular ao longo do campeonato, com excepção de Buta, Filipe Augusto e Eliseu. Ressalvando a questão dos avançados onde o equilíbrio é nota dominante. 

Hoje já deu para assistir a um jogo com um ritmo competitivo bastante interessante. Adiantou-se o Benfica com um golo fabricado pela dupla Pizzi e Jonas, bem concluído por Cervi. Respondeu o Arsenal num lance resultante de um erro de avaliação de Pizzi.

O Arsenal aproveitou bem uma falha de posicionamento de Buta para se adiantar no marcador. Ainda antes do intervalo o Benfica chegou ao empate na sequência de uma recuperação de bola em zona ofensiva fruto da boa pressão da dupla atacante cabendo a Sálvio a finalização.

Na segunda parte o Benfica sofreu para suster a qualidade atacante do Arsenal. Apesar do jogo ter sido algo repartido, com boas iniciativas de parte a parte, sempre que os jogadores do Arsenal entravam no último terço a qualidade dos seus jogadores fazia a diferença, tendo concretizado três golos e ficando próximo disso noutros tantos.

O Benfica apresentava naturais dificuldades sobre o seu lado direito, tendo Aurélio Buta, certo que com pouco auxílio do Sálvio, apresentado problemas de posicionamento que contribuíram para o avolumar do resultado.

No tempo que faltava jogar as equipas começaram já a pensar no jogo do dia seguinte deixando correr os minutos e efectuando as muitas substituições permitidas.

Apesar da derrota pesada, mais uma, fica a ideia do crescimento da equipa com a incorporação de mais elementos do grupo dos potenciais titulares. Para saltar para outro patamar parece-me inevitável o recurso ao mercado para compensar as saídas de Ederson, Nelson Semedo e Lindelof.

Destaques do Baralho
REI: Árbitro – Sou fá da arbitragem inglesa. Exceptuando um ou outro árbitro mais espalhafatoso, o respeito que impõe aos jogadores de forma natural e a forma como deixam o jogo correr sem interrupções, torna-o muito mais agradável de acompanhar.

ÁS: Adeptos – Faça chuva ou faça sol, lá estão eles sempre presentes.

SENA: Intervalo entre jogos – Difícil de gerir um intervalo entre jogos tão curto quando já só estamos a uma semana do primeiro jogo oficial e seria suposto fazer pelo menos um jogo com o chamado onze titular a jogar os 90 minutos.

DUQUE:
Falta de reforços – Júlio César nesta fase da carreira é "apenas" razoável, Aurélio Buta, Pedro Pereira e Rúben Dias, são jogadores para crescerem numa equipa da primeira liga e, na minha opinião, Lisandro López não chega para o Benfica. Há que investir.

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