domingo, 10 de fevereiro de 2019


Benfica 10 - 0 Nacional: Chalanixes!!!

Benfica homenagem a Fernando Chalana
Que melhor homenagem a um dos grandes "10" do Benfica?!
Depois da vitória sobre o velho rival para a Taça de Portugal o Estádio da Luz voltou a engalanar-se para a receção ao Nacional da Madeira na 21ª jornada da Liga NOS 2018/19. Mais um jogo, mais uma final onde só os três pontos interessavam para consolidar recuperação na tabela classificativa. Os adeptos voltaram a esgotar a lotação da Luz em mais uma demonstração de apoio ao grupo de trabalho. Pena que nem todos os detentores de Red Pass que não podem estar presentes no estádio consigam ceder esse direito a outro associado.
Bruno Lage fez três alterações relativamente ao jogo da última quarta-feira frente ao Sporting, uma devido à lesão de Jardel e duas por opção. Na baliza Odysseas voltou à titularidade em detrimento de Svilar, Ferro foi o eleito para substituir Jardel no centro da defesa e Rafa entrou para o lugar de Salvio. No banco duas grandes novidades: o regresso de Jonas e a primeira vez de Florentino Luís.

Benfica vs Nacional - Liga NOS 2018/19
Suplentes: Svilar, Florentino (61'), Gedson, Krovinovic (68'), Cervi, Salvio e Jonas (72').


Nem se deu pelo tempo a passar

Um golo no primeiro minuto nunca é resultado de qualquer tendência no jogo porque ainda não houve tempo para as equipas demonstrarem o que quer que seja. Neste caso o golo do Grimaldo após assistência de Seferovic, mais uma, foi apenas o prenúncio do que estava para vir. Na reação imediata ao golo o Nacional até deu uma boa resposta, trocando a bola com alguma tranquilidade e qualidade conseguiu manter o Benfica longe da sua baliza.
Benfica Pizzi
Pizzi jogou e fez jogar
À entrada do segundo quarto-de-hora começa um autêntico festival de futebol ofensivo por parte do Benfica. Pizzi remata ao segundo poste a cruzamento de Rafa. Rafa marca de chapéu, mas estava em fora-de-jogo. Seferovic faz o segundo com grande assistência de Félix. Félix cabeceia ao lado após cruzamento de Seferovic. Seferovic faz o terceiro após assistência de André Almeida. Seferovic não chega por pouco após jogada do outro mundo pela direita. Por último André Almeida remata por cima já dentro da pequena área.
Um verdadeiro vendaval de futebol ofensivo que rendeu três golos, mas poderiam ser muitos mais. O Nacional conseguiu finalmente esboçar uma reação já perto do final da primeira parte. Dispõe de um cabeceamento perigoso que Odysseas defende com segurança e de um lance em que o seu jogador atira ao lado quando o mais difícil era falhar. O intervalo chegou com um 3-0 que era lisonjeiro para os visitantes.

Um verdadeiro rolo compressor

A história da segunda parte é a história dos golos e de um Benfica insaciável que só levantou o pé do acelerador quando o árbitro apitou para o final da partida. O Nacional nunca se encontrou e foi incapaz de estancar a avalanche ofensiva dos encarnados. Deram apenas um ar da sua graça num remate de fora da área que proporcionou a Odysseas a defesa da noite.
Benfica Bruno Lage
Isto é o BENFICA!!!
Os golos: João Félix de cabeça após livre de Pizzi. Pizzi de penálti após falta sobre ele próprio. Ferro após canto de Pizzi. Rúben Dias em mais um livre de Pizzi. Jonas de livre direto. Rafa a passe de Pizzi, sempre ele. Finalmente Jonas em lance individual.
Vitória gorda que valeu três pontos importantes que permitiram manter a equipa na perseguição ao primeiro lugar. A distância encurtou, a moral vai crescendo e com os pés bem assentes no chão vai-se fazendo caminho. Agora vem a Liga Europa, já na próxima quinta-feira, com a deslocação à Turquia para defrontar o Galatasaray onde é importante fazer um bom resultado.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Minuto 32: Impossível de descrever o que aconteceu neste minuto. É ir à box e puxar o filme atrás. Tivesse a bola entrado e rivalizaria com o golo do Lima ao Sporting, após jogada de génio do Gaitan. 
Prémio Pablo Aimar
Estreias: Merecida estreia de Florentino Luís no banco e no relvado. Grande estreia de Ferro a titular e a marcar. Agora só falta mesmo a estreia do Francisco Ferreira. 
Prémio Bruno Cortez
Falta de solidariedade: Ver o Costinha sentado no banco dos suplentes completamente isolado é um momento que toca fundo a qualquer Benfiquista que se preze.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Ai hoje é para homenagear o Chalana?! Ok, então peguem lá um recital de magia à flor da relva.
  • Quando o capitão do Nacional escolheu o campo "ao contrário", pareceu-me ler nos lábios do André Almeida: "Só por te armares em esperto vais mamar um golo logo no primeiro minuto".
  • Não há muito mais a dizer sobre a exibição do Benfica. Há apenas a necessidade de deitar algum gelo sobre a mesma, alertando que estes golos são como os "gigas da net": não transitam para o jogo seguinte.
  • Impagável a expressão de Bruno Lage no lance do último golo. Acho que aquele marejar nos olhos trespassou todo o Universo Benfiquista.
  • Podem ver a análise aos dois estreantes aqui: Ferro; Florentino Luís.

Abraço

domingo, 2 de setembro de 2018


Nacional 0 - 4 Benfica - Poker na Ilha!

Benfica Salvio
Salvio assinou um golo e uma assistência
O primeiro grande ciclo da temporada terminou com a sempre complicada deslocação à Madeira para defrontar o regressado Nacional na 4ª jornada da Liga NOS. Apesar das naturais dificuldades o Benfica tem trazido para a Luz os três pontos em disputa na esmagadora maioria das vezes. As deslocações ao Funchal são sempre marcadas por muitas manifestações de Benfiquismo, facto que se repetiu este fim de semana.
O treinador Rui Vitória foi mais uma vez fiel à opção que tomou neste início de temporada de não rodar a equipa, apresentando exatamente o mesmo onze que defrontou o PAOK na Grécia no playoff da Liga dos Campeões. Em relação ao onze tipo que iniciou a temporada regista-se apenas a continuidade na aposta em Seferovic em detrimento de Ferreyra.

Suplentes: Svilar, Conti, Alfa Semedo (30)', Zivkovic, Rafa (70'), João Félix (81') e Ferreyra.

Entrada de cordeiro, saída de leão

O Benfica apresentou-se a jogo de forma muito relaxada sem bola e desconcentrada com a mesma. Essa postura pouco agressiva foi permitindo que o Nacional conseguisse trocar a bola com relativa facilidade e, por seu lado, raramente foi capaz de ligar uma jogada na primeira fase de construção. Pizzi e Gedson sempre longe da zona de construção levavam os defesas à tentação do jogo direto que facilmente o adversário controlava.
Passados esses minutos iniciais os índices de agressividade e concentração foram subindo e rapidamente ficou demonstrada a diferença de valores entre ambas as equipas. A pressão mais alta do Benfica começou a pôr a nu as dificuldades do Nacional na construção de jogo. Foram várias as bolas recuperadas no último terço que tiveram o condão de provocar cada vez maior instabilidade nos madeirenses.
Benfica Seferovic
Seferovic de regresso aos golos e muito mais
Salvio deu o primeiro aviso com um forte remate rasteiro a rasar o poste da baliza adversária e logo de seguida volta a rematar para defesa do guarda-redes do Nacional. De seguida é Grimaldo que após combinação com Pizzi aparece muito bem na esquerda a servir Seferovic que chega um nadinha atrasado. Adivinhava-se o golo e tal não tardou, mais uma boa iniciativa de Salvio que após ludibriar o lateral lança de primeira em Seferovic que de pé esquerdo faz o primeiro da partida.
Após o golo Fejsa, lesionado, é substituído por Alfa Semedo no meio campo defensivo. O Benfica não levantou o pé e foi em busca do segundo golo. Cervi executa um livre direto junto ao ângulo da baliza do Nacional, Seferovic serve Salvio que chega ligeiramente atrasado, mas logo de seguida repete a assistência com conta, peso e medida e o argentino só teve que a colocar no fundo das redes. Resultado justo para o que se passou no relvado da Choupana.

Gerir o desgaste com bola no pé

O segundo golo antes intervalo permitiu ao Benfica uma gestão menos arriscada do resultado na segunda parte do jogo. Procurou gerir o resultado com posse de bola em vez da procura desenfreada pelo terceiro golo. Ainda assim Seferovic assinou um bom remate que o guarda-redes defendeu a dois tempos. Após este remate o jogo entra numa fase em que a bola raramente se aproximou das balizas.
O Nacional foi tendo cada vez mais bola perante um Benfica que foi recuando cada vez mais as suas linhas denotando alguma falta de frescura. A posse de bola do Nacional era estéril e só perto da hora do jogo faz o seu primeiro remate à baliza. Excelente Odysseas na primeira defesa que teve que fazer após sessenta minutos como mero espectador. Esta é característica de guarda-redes de equipa grande, que a confirme ao longo dos tempos.
Benfica Pizzi
Pizzi continua a assistir com mestria
No último quarto de hora o jogo fica mais partido o que permitiu que a qualidade individual dos jogadores do Benfica voltasse a aparecer no jogo. Um excelente passe de Pizzi permite a Grimaldo fazer o terceiro golo no frente a frente com o guarda-redes. Pizzi não quis terminar sem mais uma assistência e coloca a bola na frente de Rafa, que isolado faz um excelente chapéu ao guarda-redes.
O golo de Rafa deu expressão verdadeira ao resultado com a repetição dos quatro marcados ao PAOK. Foi um ciclo de jogos terrível, ultrapassado com distinção pela equipa. Agora vem a paragem para as seleções e é aproveitar para recuperar alguns dos lesionados e entrosar o reforço Gabriel.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Segundo golo: O golo de Salvio perto do intervalo colocou justiça no marcador e permitiu ao Benfica gerir o jogo na segunda parte, onde era expectável uma quebra física, com outra tranquilidade. 
Prémio Pablo Aimar
Salvio: É daquele tipo de jogadores que consegue dar um pontapé no marasmo que um jogo apresenta. Foi o caso deste jogo em que uma série de recuperações de bola e iniciativas ofensivas, alteraram o cariz do jogo. Uma assistência e um golo deram ainda outro colorido à boa exibição.
Prémio Bruno Cortez
Proibição de adereços do Benfica: Esta ideia peregrina de proibir adereços do Benfica em determinadas bancadas merecia uma resposta à altura por parte do Benfica e dos Benfiquistas. Embora muitos possam discordar, acho que os Benfiquistas deviam deixar essas bancadas cheias de moscas.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • A quantidade de bolas que o Gedson recupera no meio campo adversário é algo de pornográfico. Esperemos que não lhe comecem a marcar faltas por tudo e por nada nesses momentos.
  • À imagem do jogo no Dragão na semana passada, também neste houve quebra de comunicações com o VAR, ou pelo menos pareceu!
  • Já vi campos para o gado pastar com a relva mais curta do que o relvado da Choupana. Estes expedientes bacocos já deviam estar erradicados do nosso futebol há muito anos.
  • Alfa Semedo faz-se, mas neste momento comparar o Alfa com o Fejsa é como comparar o obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras.

Abraço

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